Rural

Surgimento de praga em lavouras de soja deixa o RS em alerta

Lagarta Helicoverpa Armigera provocou situação de emergência em outros Estados

O surgimento de uma praga em lavouras de soja do Noroeste gaúcho motivou uma reunião, nesta quinta-feira, na sede da Superintendência Estadual do Ministério da Agricultura, em Porto Alegre. Lagarta do mesmo tipo levou estados como Bahia, Mato Grosso e Paraná a declarar situação de emergência fitossanitária

Confirmada em nota na terça-feira, depois de pesquisa em laboratório, a presença da Helicoverpa Armigera até agora parece não ter causado os mesmos efeitos nas lavouras do RS. Especialistas foram unânimes em afirmar que "não há motivos para pânico, já que a lagarta identificada é da safra passada e, na atual, que está apenas começando, ainda não há relatos de perdas significativas ou ataques severos".

Segundo eles, não existem informações do comportamento da praga nas lavouras do Estado, pois há diferenças de clima em relação às demais regiões do Brasil. Mesmo assim, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Ministério da Agricultura (Mapa), Emater, Universidade de Passo Fundo, Embrapa Trigo e Laboratório Agronômica estabeleceram medidas de intensificação do monitoramento em todas as regiões produtoras de soja do Rio Grande do Sul.

Uma delas é a colocação de armadilhas com feromônio específicas para essa espécie. Para apoiar o trabalho de técnicos, a Seapa vai criar banco de dados contendo informações do monitoramento e identificação da praga. A Emater e a Embrapa, em parceria com o Mapa e a Seapa, vão treinar técnicos nas principais regiões produtoras para a identificação correta de pragas, incluindo a Helicoverpa.

Além disso, um grupo de trabalho técnico com a participação das principais instituições de ensino, pesquisa e extensão do RS, deve ser formado. Coordenado pelo Ministério da Agricultura, esse grupo deve definir e implementar estratégias de controle da lagarta na cultura da soja. Atualmente, existe registro de 16 produtos biológicos, fisiológicos e químicos de combate à lagarta. Eles podem ser usados nas lavouras uma vez indicado o nível de dano econômico após o monitoramento.