Rural

Vacinação contra aftosa é prorrogada por causa dos temporais

Estado não conseguiu concluir imunização dentro do prazo previsto devido ao volume de chuvas

O Ministério da Agricultura (Mapa) autorizou, nesta sexta-feira, a prorrogação da campanha de imunização contra a febre aftosa até o dia 15 de dezembro em todo o Rio Grande do Sul. A solicitação foi atendida devido ao volume de chuvas que impediu a conclusão em tempo hábil da vacinação, que tinha encerramento previsto para o dia 30 deste mês.

De acordo com o coordenador-geral de Combate à Doenças (CGCD/DSA), Guilherme Marques, que assinou o documento na tarde de ontem, a prorrogação é por mais 15 dias em caráter irrevogável. Havia solicitação de algumas regiões que a prorrogação se estendesse por 15 dias com possibilidade de ampliação por mais duas semanas. “Se houvesse nova prorrogação, sofreríamos o risco de comprometer a condição sanitária do Estado”, avalia o coordenador. Quem não imunizar o rebanho até o final deste prazo estará sujeito à multa.

O governo do Estado deve anunciar levantamento parcial de imunização na segunda-feira. “O ministério foi sensível e reconheceu a situação do Estado e autorizou a prorrogação”, salientou o secretário da Agricultura João Carlos Machado. O titular da pasta não informou se a prorrogação da campanha implicará em aquisição de novas doses, já que há relatos de perdas de vacinas em função da falta de luz.

Para o consultor da Farsul Luiz Alberto Pitta Pinheiro a decisão foi acertada e não poderia ter sido diferente, uma vez que não foi possível concluir a imunização no prazo devido ao clima. “É preferível prorrogar e fazer uma cobertura maior do que não fazer”, opina. Ele salienta que somente após a conclusão da aplicação das doses será possível verificar os prejuízos com a perda de animais em decorrência das inundações que ocorreram em locais próximos ao curso de grandes rios no Estado, como o Jacuí.