Além da vacina anti-rábica, foi dado início a um trabalho de captura aos morcegos em toda a encosta do Rio Jacuí e em alguns de seus afluentes, como o Lajeado da Ferreira e da Várzea. Foram revisadas moradias já conhecidas pelos moradores da região como digestórios, locais onde os morcegos se abrigam durante a noite para fazerem a digestão após terem se alimentado.
Nas propriedades onde havia ataques constantes dos morcegos e não existiam furnas conhecidas, foi necessário prender os animais em currais, estábulos e até pequenos piquetes para fazer um cercado com redes próprias para a captura dos morcegos. Após capturados, eles receberam uma pasta à base de warfarina na região cervical e lombar e soltos para regressar às suas colônias como “morcego bomba” – dado o hábito de fazer higiene com a língua, lambendo-se uns aos outros, um morcego pode causar a morte de todos os demais.
A Secretaria Municipal da Saúde realizou serviços de atendimento e orientação às pessoas que tiveram um possível contato com os animais doentes. “O controle da população de morcegos na região é uma medida eficiente para que não ocorra foco da doença nos rebanhos”, afirma o Secretário Municipal da Agricultura, Joilso Vieira.
