Rural

Vigilância gaúcha mantém ‘régua alta’ sobre doença de Newcastle em SC

Caso em granja de perus não impede que casas agropecuárias gaúchas recebam pintinhos do estado vizinho

Casas agropecuárias no Rio Grande do Sul seguem recebendo normalmente pintinhos vindos de SC
Casas agropecuárias no Rio Grande do Sul seguem recebendo normalmente pintinhos vindos de SC Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP

O Rio Grande do Sul mantém o monitoramento interno e contatos permanentes com o serviço veterinário oficial de Santa Catarina em relação ao caso de Doença de Newcastle numa granja comercial de perus de Nova Itaberaba, situação detectada no domingo, 18.

O caso já levou a suspensão de importações de produtos de toda avicultura brasileira por México e Malásia, e especificamente do setor catarinense por parte de China, Arábia Saudita e Chile.

“O Rio Grande do Sul é um dos estados que têm mantido a régua mais alta em relação à vigilância, atendimento, monitoramento de casos compatíveis com influenza e doença de Newcastle”, relata Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“Em princípio não muda muito (a vigilância), porque já viemos trabalhando essa questão de monitoramento, de atendimento a notificações, o que chamamos aqui de tolerância zero”, acrescenta.

“Então, todo o sinal clínico compatível investigamos, se fundamenta com coleta e manda as amostras para o laboratório de referência do Ministério da Agricultura.”

Rosane destaca a muita boa relação com serviço veterinário oficial de Santa Catarina na troca de informações sobre o caso.

“Estamos em constante contato com eles, que têm nos passado as informações. Eles estão fazendo as vigilâncias e não encontraram, até o momento, segundo a última informação que tenho, nenhum caso compatível e também que leve a alguma situação de apreensão”, tranquiliza.

Distância

E o fato do caso detectado estar localizado e menos de 100 quilômetros da divisa com o Rio Grande do Sul também não é um agravante ou maior ameaça à avicultura gaúcha.

“Não tem alterado muito porque seguimos atendendo todas as notificações. Nós seguimos com todos os nossos atendimentos”, reitera.

Inclusive as casas agropecuárias do Estado seguem recebendo pintinhos para comercialização.

“Recebemos muitas aves de um dia de Santa Catarina para casas agropecuárias. Mas, perus, não recebemos. Como foi numa granja de perus, reforçamos a vigilância nas casas agropecuárias, qualquer sinal compatível. Mas isso já vinha acontecendo, não é que fosse algo agora em função dessa situação e confirmação de Newcastle em Santa Catarina.”

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