Cultivada na China há mais de 4 mil anos, centenária no Brasil, a história da lavoura da soja é o tema de uma mostra, em plantio, organizada pela Embrapa Soja no Show Rural Coopavel, em Cascavel, no oeste paranaense.
A unidade da empresa de pesquisa com sede em Londrina, também no Paraná, selecionou 16 variedades da planta para contar a história da oleaginosa no território nacional. O canteiro inclui um exemplar de soja selvagem, ou soja perene, a mesma que deu origem à cultura, e a ancestral “mais próxima”, a Glycine soja.
As sementes das cultivares para compor a Vitrine da Embrapa na feira são originárias do Banco Ativo de Germoplasma, uma coleção de aproximadamente 65 mil acessos, ou tipos de soja, mantido pela estatal.
“O Banco é responsável pela preservação da variabilidade genética” da planta, afirma o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.
A vitrine também exibe a BR 16, uma cultivar de ampla adaptação no Brasil, desenvolvida pela Embrapa nos anos 1980, encontrada desde o Rio Grande do Sul até Minas Gerais.
Nepomuceno relata que a empresa gerou muitas variedades de soja transgênica com maior tolerância a períodos de seca. “Não conseguimos colocar no mercado em razão do custo”, revela.
“Não adianta fazer uma soja transgênica, com tolerância à seca, e liberar somente no Brasil. O custo de um registro internacional chega a 100 milhões de dólares”, acrescenta o chefe-geral da Embrapa Soja.
Para que os produtores enfrentem a escassez ou o excesso de água, Nepomuceno assegura que o mais importante é antecipar os cuidados, adotando boas práticas na lavoura. “A principal estratégia é o manejo do solo, o plantio direto e a rotação de culturas”, salienta, lembrando ainda que unidades da Federação desenvolvem programas de apoio à irrigação, como ocorre no Rio Grande do Sul.
O Show Rural Coopavel se estende até a próxima sexta-feira, 14.