Saúde

Emergências de Porto Alegre operam superlotadas nesta terça-feira

Hospital São Lucas está com 400% de ocupação; o Hospital de Clínicas, com 260%, restringiu atendimentos

Hospital de Clínicas anunciou restrição de atendimentos
Hospital de Clínicas anunciou restrição de atendimentos Foto : Mauro Schaefer

As emergências dos hospitais de Porto Alegre operam com ocupação média de 221% na noite desta terça-feira, de acordo com o painel de dados sobre internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mantido pela prefeitura da Capital. Já as unidades de pronto atendimento, as UPAs, estão com 190,43% acima da capacidade instalada.

Na soma que considera todos os serviços e especialidades hospitalares, há 4.376 pacientes ocupando leitos do SUS, o que equivale a uma taxa de 99% – desse total, 555 são relacionados a quadros respiratórios.

A emergência adulto do Hospital São Lucas - PUC, registra a maior demanda, com 400% de ocupação - 40 pacientes para 10 leitos. A Santa Casa tem com 275% de ocupação - 77 pacientes para 28 leitos. O Hospital Conceição trabalha com 186% da capacidade (95 internados).

O Hospital de Clínicas, que neste início de noite atende 117 internados em emergência adulto, atinge demanda de 260% (diante de 45 vagas disponíveis). Diante da procura elevada na comparação com a capacidade, a instituição informou em nota que prioriza casos de maior gravidade e risco de vida para atendimento e recomendou que a população procure outros serviços de Emergência ou, em casos mais simples, as unidades básicas de saúde e de pronto atendimento. O motivo da superlotação é multifatorial, predominando pacientes com doenças crônicas em quadros agudos.

Na emergência pediátrica, a Santa Casa registra o cenário mais agravado, operando com 176% de ocupação (11 pacientes). O Hospital de Clínicas recebe 17 crianças (131%).

O Hospital da Criança Conceição trabalha no limite da capacidade nesta noite. São 14 pacientes para 14 vagas (100%). Já a UTI pediátrica enfrenta superlotação, com 25 crianças (139%).

Nos pronto atendimentos, a pior situação é registrada na UPA Moacyr Scliar na zona Norte. A enfermaria adulto tem 46 pacientes e a UTI adulto, 1, representando 276% da capacidade. A UPA Bom Jesus opera com 196%, a Cruzeiro do Sul, 172%, e a Lomba do Pinheiro, 150%.

As causas respiratórias representam o principal motivo de atendimento nas UPAs da Capital. A exceção é a IAPI, onde a oferta é de atendimento psiquiátrico (27 pacientes internados – 169% de ocupação).