Saúde

Hospital de Sapucaia amplia em 23% o número de atendimentos até junho, mesmo com redução de leitos

Instituição registrou saldo positivo, com mais de 58 mil atendimentos no primeiro semestre, mesmo operando com 60 leitos a menos desde abril deste ano

Em comparação com o mesmo período do ano passado, são 10.864 registros a mais
Em comparação com o mesmo período do ano passado, são 10.864 registros a mais Foto : Rogério Carbonera / FHGV / CP

O Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV), em Sapucaia do Sul, registrou saldo positivo nos primeiros seis meses do ano, registrando aumento de 23% dos atendimentos em comparação com o mesmo período de 2024. Os números referem-se a atendimento de emergência, internação, cirurgias e exames. No total, no primeiro semestre deste ano, o hospital registrou 58.046 atendimentos de saúde frente a 47.182 no ano passado. São 10.864 registros a mais.

Entretanto, em abril deste ano devido à crise financeira que afeta não somente o município de Sapucaia do Sul, mas toda a rede hospitalar da Região Metropolitana, a instituição de saúde, que vinha operando com 224 leitos de internação, precisou fechar 60 leitos clínicos, voltando a operar com sua estrutura original. Hoje, o Hospital Getúlio Vargas atende com 164 leitos.

Segundo a diretora de Atenção à Saúde da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, Patrícia Bienert, instituição que administra o hospital, houve um "mutirão de esforços" para atender a crescente demanda. "A superação que constatamos no período é resultado do trabalho conjunto entre Fundação, Prefeitura e funcionários do HMGV. Todos se uniram diante da crise financeira e da gravidade sanitária vivenciadas em âmbito estadual," avalia.

Entre os dados que chamaram mais atenção, estão os relativos a junho, quando o hospital atingiu 11.770 atendimentos, frente a 7.262 do mesmo mês de 2024. Isto representa um crescimento de 62% na demanda pela assistência do hospital. No quadro restrito à emergência, também houve recorde de atendimentos, ultrapassando em 14% os dados de 2024. Foram 5.967 a mais na comparação entre os dois períodos.

"Embora os números promissores, o momento é delicado e o frio intenso sempre traz maiores dificuldades. Ampliação no repasse de recursos por parte do Estado e União são essenciais para enfrentarmos um cenário cada vez mais grave, principalmente na Grande Porto Alegre", sinaliza Patrícia.

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