Saúde

Prefeitura abre 22 novos leitos temporários da Operação Inverno já nesta quinta em Porto Alegre

Novo decreto de situação de emergência por superlotação pela SRAG também está sendo preparado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS)

Secretaria Municipal de Saúde lança a Operação Inverno 2025 | Fernando Ritter, Secretário de Saúde de Porto Alegre
Secretaria Municipal de Saúde lança a Operação Inverno 2025 | Fernando Ritter, Secretário de Saúde de Porto Alegre Foto : Camila Cunha

A Prefeitura de Porto Alegre detalhou na manhã desta quarta-feira, por meio de coletiva de imprensa, como será a abertura de 100 novos leitos para suprir a expectativa de alta demanda relacionada a doenças respiratórias, por meio da Operação Inverno, que se estende pelo período de 122 dias nos meses de junho, julho e agosto, além do reforço das equipes dos Consultórios na Rua, para atendimento a pessoas em situação de rua.

Os anúncios foram feitos pelo secretário municipal da Saúde (SMS), Fernando Ritter, e pelo o médico e assessor técnico da diretoria geral da SMS, João Marcelo Lopes Fonseca, na sede da secretaria. Ele observou ainda que o município está em “processo final” da construção de um decreto de estado de emergência pela superlotação na cidade pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). “Ontem (terça), estávamos com 101% dos nossos leitos clínicos, tanto adultos quanto pediátricos, ocupados em Porto Alegre, e isto nos preocupa, porque o pior do inverno ainda não chegou”, observou Ritter.

A situação será discutida em reunião às 9h30min com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), assim como a adesão do Rio Grande do Sul à portaria federal, publicada na semana passada, que habilita repasses do Ministério da Saúde a leitos pediátricos para tratamento da SRAG. De acordo com ele, o primeiro hospital da Capital a receber 22 leitos adultos temporários será o Vila Nova, já nesta quinta-feira, além de dez novos leitos de UTI pediátrica, no próximo dia 26. Também receberão reforços pelo período da operação os hospitais da Restinga e Extremo-Sul, com 29 adultos e 31 pediátricos, e o Materno Infantil Presidente Vargas, com oito, sendo quatro de emergência e quatro de enfermaria. Em ambos os casos, ainda não há data definida para isto.

Estão sendo também contratados temporariamente 136 profissionais de saúde, após o projeto do Executivo passar na Câmara Municipal. A partir de 1º de junho, e até agosto, nove unidades de saúde abrem também aos sábados, e outras nove aos sábados, domingos e no feriado de Corpus Christi, em 19 de junho (veja lista completa abaixo). O investimento é de R$ 13,3 milhões, com recursos municipais e federais. Os leitos abertos em 2025 são menos do que os cerca de 140 no ano passado e os 116 em 2023.

Tendas da dengue permanecem, mas tendência é redução de casos

“Nosso foco é na atenção primária à saúde. Estamos abrindo mais unidades por mais tempo, e obviamente vamos monitorar isto dentro de nossos limites orçamentários, que foi o que conseguimos a partir de um remanescente de recursos financeiros”, disse Ritter. A dengue, causa de um decreto de situação de emergência específico em Porto Alegre, tem tendência de redução de casos na Capital, ainda segundo o secretário, apesar de as temperaturas ainda não estarem tão frias, o que, em tese, reduz a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

“No ano passado, houve mosquito o ano inteiro, com casos confirmados todas as semanas. O Aedes se adaptou bem ao Rio Grande do Sul”, observou o titular da SMS. Enquanto isso, as tendas de hidratação, tanto as do Exército, quanto da própria Prefeitura, permanecem sem previsão de serem encerradas.

Secretário: “Estado não tem plano claro para assumir” hospitais

Questionado a respeito da decisão da Prefeitura de voltar atrás sobre a gestão dos 15 hospitais na Capital pelo governo do Estado, após os problemas de superlotação, Ritter afirmou que houve discrepância estadual entre a promessa e a prática. “Tivemos duas reuniões em que ficou muito claro que eles (Estado) não têm um plano claro para assumir. Para mim, parecia mais um interesse, mas não apresentavam dados, não conheciam sobre a realidade de Porto Alegre, nunca estiveram dentro dos hospitais como o Presidente Vargas para ver nossa atuação sobre custos”, comentou ele, acrescentando que apenas o Materno-Infantil e o de Pronto Socorro (HPS) precisam de R$ 250 milhões.

Afirmou ainda que o Estado não investe os 12% mínimos na Saúde, conforme prevê a Constituição, porém o problema não é algo específico da gestão Eduardo Leite. “Os municípios devem investir, no mínimo, 20%, e nós investimos mais de 20%. A média nacional dos Estados é 14%. Os demais recursos da União continuarão sendo investidos, todos que vierem aqui serão muito bem atendidos, mas sobrecarregando o sistema. Espero que, na próxima eleição, a primeira coisa a ser cobrada dos candidatos ao governador é os 12%, porque este governo, não acredito que vá conseguir investir isto”.

Veja Também

Abertura de unidades de saúde aos finais de semana e feriado por 28 dias

A partir de 1º de junho: quatro sábados e cinco domingos e feriado de Corpus Christi (dia 19)

Julho: quatro sábados e quatro domingos

Agosto: cinco sábados e cinco domingos

*Apenas sábados: US Passo das Pedras I, US Ramos, US Farrapos, US Chácara da Fumaça, US Panorama, CF Tristeza, US Lami, CF Modelo e CF Primeiro de Maio

*Sábados, domingos e feriado: US Assis Brasil, US São Carlos, US Bom Jesus, CF José Mauro Ceratti, CF Moab Caldas e Consultório na Rua Centro