Um grupo de trabalhadores que atua no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) bloqueou parte da emergência da instituição, que atualmente funciona nas dependências do Hospital Nossa Senhora das Graças, em ato de protesto a uma série de problemas que recai sobre a categoria. Os profissionais anunciaram que atenderão somente os casos graves.
Dentre eles os problemas que a categoria tem enfrentado nos últimos meses, segundo informou o diretor do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter, estão atraso salarial, falta de passagens, férias em atraso, três meses sem piso da enfermagem, sem pagamento de multa do décimo terceiro, rescisão em atraso, falta de funcionários, 40 pacientes para dois técnicos, UTI com dois técnicos e 9 pacientes, entre muitos outros problemas que ocorrem dentro da instituição.
"Não há não convenção e nem acordo coletivo. Há precariedade nas relações de trabalho. Os atrasos de salários são corriqueiros, há muitos pacientes para poucos técnicos. Isso dificulta o trabalho dos profissionais e coloca em risco a vida dos pacientes, podendo levar a óbito. É crime. Está tudo errado." Ritter diz ainda que o piso da enfermagem não está sendo pago. "Queremos saber onde está o dinheiro, pois é verba federal."
A técnica de enfermagem que trabalha há 8 anos na sala de recuperação do HPSC, Isabel Teeuschel, diz que não tem uniforme para trabalhar e que muitas vezes não há ataduras para fazer um básico curativo. "É um caos. Não tem leito. Os pacientes ficam amontoados. O povo está sendo prejudicado. É uma vergonha." O presidente da Câmara de Vereadores, Eric Douglas, esteve no local para acompanhar as demandas e reivindicações da categoria.
A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, esclarece que tem tomado todas as medidas necessárias para garantir o atendimento da população, incluindo a abertura de leitos, reorganização de processos, realização de mutirões de saúde e a regularização de todos os débitos com prestadores de serviços e fornecedores. É responsabilidade das empresas o pagamento de seus funcionários. A Prefeitura ressalta que efetua fiscalização rigorosa e o prestador é imediatamente notificado no momento que se constata quaisquer indícios de não pagamento de colaboradores.
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