A polícia do Paraguai prendeu o ex-presidente Santiago Peña nesta sexta-feira, informou o veículo de comunicação local ABC, logo após o Parlamento aprovar seu impeachment devido ao suposto envolvimento dele em um escândalo bancário. Agentes da Polícia Nacional cumpriram a determinação do Ministério Público. Ele está sob custódia em sua residência. As informações são do Portal R7.
O vice-presidente, Pedro Alliana, tomou posse após o impeachment de Peña. O Senado aprovou a destituição de Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.
Em comunicado divulgado minutos antes da votação, Peña já admitia a derrota. “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, alegou.
A votação terminou com 44 senadores favoráveis à sua saída. Peña foi considerado responsável por mau desempenho de suas funções, uma das hipóteses previstas na Constituição paraguaia para a destituição de um presidente. A decisão teve apoio de todas as bancadas e alcançou o número de votos necessário para afastá-lo imediatamente do cargo.
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Além de determinar a saída de Peña e abrir caminho para a sucessão presidencial, o Congresso decidiu enviar a documentação do processo à Procuradoria-Geral do Estado para a adoção de medidas na esfera criminal.
Santiago Peña anuncia despedida nas redes sociais
Peña não participou da sessão que resultou em seu afastamento. Em vez de comparecer ao Senado, deixou a defesa a cargo dos advogados Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro e publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais.
Na publicação, o presidente também mencionou a situação dos clientes e aposentados atingidos pela crise financeira e defendeu a recuperação da confiança nas instituições do país.
“Hoje, devemos nos unir, como paraguaios, para reconstruir nossas instituições e restaurar a confiança. Despeço-me com gratidão, sem ignorar a angústia daqueles que, neste momento, aguardam por respostas. É hora de unir forças para reconstruir nossas instituições e atender, por meio de ações e responsabilidade, às necessidades daqueles que estão sendo afetados. Que Deus abençoe o Paraguai”, concluiu.