O julgamento pelo Tribunal do Júri da mulher acusada de matar o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, que estava previsto para ocorrer nesta terça-feira, às 9h, em Canoas, foi transferido para o próximo dia 10 de março, no Foro da Comarca local. A mudança de data ocorre por motivo de saúde do juiz de Direito Bruno Barcellos de Almeida, titular da 1ª Vara Criminal, responsável pela condução da sessão de julgamento.
Caso
A ré, de 31 anos, responde por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela foi submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2023, quando o Conselho de Sentença a absolveu da acusação de homicídio. Na mesma sessão, foi declarada a extinção da punibilidade quanto ao crime de ocultação de cadáver, em razão da prescrição. Em abril de 2025, o julgamento foi anulado após recurso do Ministério Público, sob o entendimento de que a decisão dos jurados contrariou as provas do processo. A decisão transitou em julgado em agosto do mesmo ano, determinando a realização de novo júri.
O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, foi encontrado morto na Prainha do Paquetá, em Canoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido em 28 de julho de 2015, por volta da 0h30min, nas proximidades das ruas Itu e Guarani. Conforme a acusação, a ré e Juliano Biron da Silva, com quem mantinha relacionamento à época, teriam participado do crime. O fotógrafo teria sido atraído para um encontro e atingido por disparos de arma de fogo. Juliano foi condenado pelo Tribunal do Júri, em 2020, à pena de 18 anos de reclusão, em regime fechado.