Marcelo Maranata (PSDB) foi o terceiro candidato ao governo do Rio Grande do Sul ao participar das entrevistas individuais propostas pela TV Record Guaíba. Em 30 minutos de conversa com Samuel Vettori, apresentador do Balanço Geral, o postulante ao governo do RS focou na experiência como prefeito de Guaíba, de 2021 até o início de 2026, além da importância de atração de negócios para o estado.
Conectando com a apresentação do candidato, o primeiro tópico trabalhado foi a experiência política de Maranata enquanto prefeito de Guaíba. “Eu tenho falado isso, são 497 municípios aqui no RS. Se você quer administrar 497 municípios, tem que ter administrado pelo menos um”, avaliou.
As críticas à gestão de Eduardo Leite, que migrou do PSDB para o PSD no início deste ano, foram recorrentes. Maranata argumentou que existe um distanciamento entre a atuação política dos representantes atuais (no executivo e no legislativo) da realidade das pessoas. “Eu queria que o Eduardo Leite se levantasse da cadeira dele e sentasse na cadeira da dona de casa, do pequeno empresário, do endividado, do agricultor”, comentou o candidato.
Questionado sobre a perda de notoriedade política do PSDB, Maranata reforçou a ideia de que hoje o partido está maior e mais coeso que em outros momentos, inclusive em períodos em que esteve no comando do executivo gaúcho. “Está muito maior do que o partido era na época de Yeda (Crusius)”, indicou.
Além da renegociação da dívida com união e do Funrigs, bandeiras que defende desde a pré-campanha, Maranata também propõe uma abordagem mais rígida na relação com as empresas de serviços públicos que foram privatizadas ao longo do último governo Leite. O candidato indicou que não serão pautadas novas concessões desse tipo, visto que “já privatizaram tudo”.
Dentro da área de segurança pública, o candidato tucano abordou a utilização de grupos de conversa e auto-ajuda para evitar reincidências de agressores nos casos de violência contra a mulher. “Temos que entrar para dentro das igrejas, associações, das organizações da sociedade civil, a gente precisa discutir isso. Também temos que ter uma estrutura de estado que dê confiança para a mulher, que ela possa seguir segura”, indicou Maranata, reforçando também o uso de cruzamentos de dados dos casos para montar ações de redução desses indicadores.
Seguindo o tom dos outros candidatos, reforçou a ideia de dialogar com a união de forma mais aberta que, supostamente, os últimos governantes têm feito. Ao ser questionado sobre quem é o candidato que irá votar para presidente, visto que não tem endosso de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas, Maranata sinalizou o apoio a Augusto Cury (Avante). Na mesma fala, demonstrou simpatia por Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura a disputa da presidência mesmo estando inelegivel até 2032.
Na quinta (20), a última entrevista será com Gabriel Souza (MDB). As entrevistas anteriores foram com Luciano Zucco (PL) na segunda-feira (17) e Juliana Brizola (PDT) na terça (18).
