Rural

Abertas inscrições para o Selo Ambiental do Arroz

Certificação do Irga reconhece ações de sustentabilidade promovidas pelos produtores

A iniciativa amplia as possibilidades de reconhecimento das práticas sustentáveis adotadas nas propriedades
A iniciativa amplia as possibilidades de reconhecimento das práticas sustentáveis adotadas nas propriedades Foto : Paulo Lanzetta / Embrapa Clima Temperado / CP

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) publicou o edital do Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul, que estabelece os critérios, as etapas e os prazos para produtores interessados em participar da certificação. As inscrições ocorrem até 5 de novembro.

Os arrozeiros interessados poderão acessar o edital disponível no site do Irga e realizar a inscrição dentro do período estabelecido, além de acompanhar as demais fases do processo.

O selo é dividido em duas categorias de certificação: Selo Ambiental do Arroz Rastreado do Rio Grande do Sul (Selo Ouro) e o Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul (Selo Prata).

A certificação também é dividida em três fases, validadas por análise documental e vistorias técnicas. Cada fase exige o cumprimento da anterior.

A Fase A (Inscrição) ocorre de 7 de outubro a 5 de novembro de 2026; a Fase B (Boas Práticas), de 6 de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027; e a Fase C (Verificação Final), de 1º de fevereiro a 31 de março de 2027.

Para mais informações e detalhes sobre a inscrição, consultar o edital.

Ações de sustentabilidade

Desenvolvido pelo Irga, o Selo Ambiental permite avaliar, registrar e reconhecer ações de sustentabilidade realizadas nas propriedades arrozeiras.

Segundo o Irga, sua estrutura oferece maior segurança para as lavouras comprometidas com a sustentabilidade ambiental, o uso responsável dos recursos naturais e a melhoria contínua dos sistemas de produção.

O Selo é considerado uma das principais referências técnicas para a identificação e comprovação das boas práticas sustentáveis adotadas pela orizicultura gaúcha.

O reconhecimento fortalece a credibilidade e a visibilidade do programa e amplia sua importância para além da certificação, permitindo que exerça um papel estratégico na proteção do meio ambiente e na valorização econômica dos produtores.

Uma mudança significativa

Com o Selo, a forma como a sociedade reconhece o papel desempenhado pelo produtor muda significativamente. Além de produzir um alimento essencial para a população, o orizicultor que adota práticas ambientais responsáveis passa a ser valorizado pelos benefícios que entrega à sociedade, transformando boas práticas em reconhecimento concreto.

O programa contribui para além de atestar a conformidade de uma propriedade. Ele demonstra, de forma técnica e fundamentada, que a produção de arroz deve estar associada à conservação ambiental. Com essa associação, os serviços prestados pelos produtores serão reconhecidos e poderão gerar benefícios econômicos.

A partir desse entendimento institucional, os arrozeiros que atenderem aos critérios estabelecidos poderão avançar no acesso ao sistema de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O mecanismo reconhece financeiramente práticas que geram benefícios coletivos, como a conservação da água e do solo, a proteção da biodiversidade, a preservação da vegetação nativa e a manutenção dos ecossistemas presentes nas propriedades rurais, sendo assim, quanto maior a redução comprovada de emissões, maior será a parcela variável do pagamento.

O pagamento é composto por uma parcela-base, definida de acordo com a certificação, e uma parcela variável, relacionada ao desempenho ambiental e às reduções de emissões evitadas na propriedade.

Com a publicação do edital, o Selo Ambiental entra em uma nova etapa, com critérios e prazos definidos para a participação dos produtores.

A iniciativa amplia as possibilidades de reconhecimento das práticas sustentáveis adotadas nas propriedades e reforça a valorização da produção de arroz no Rio Grande do Sul.

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