O mercado de agrotóxicos no Brasil deve encerrar 2025 com 2,6 bilhões de hectares tratados, alta de 6,1% em relação a 2024. Em volume, o índice de aumento também está estimado em 6,1% na mesma base de comparação. Os dados fazem parte da 3ª estimativa realizada pela Kynetec Brasil, a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal ( Sindiveg ). O fechamento oficial ocorrerá em abril, após a consolidação dos dados da safra de soja.
Do total de volume de defensivos agrícolas aplicados, 45% requerem herbicidas, 23% a fungicidas, 23% a inseticidas, 1% a tratamentos de sementes e os 7% restantes a outros produtos, como adjuvantes e reguladores de crescimento. No recorte por culturas, os destaques na área tratada são soja (55%), milho (18%) e algodão (8%). Pastagem (5%), cana (4%), trigo (2%), feijão (2%), arroz (1%), hortifruti (1%), café (1%) e outras culturas (2%) completam o panorama.
Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia lideram, concentrando 32% da área tratada no país. A região que compreende Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará responde por 18%, seguida por São Paulo e Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (9%), Goiás e Distrito Federal (8%), e Mato Grosso do Sul, também com 8%. Nas demais regiões somam os 2% restantes.
A metodologia utilizada na pesquisa considera a Área Potencial Tratada ou Área Tratada por Produto (PAT), um indicador que leva em conta o número de aplicações e o número de produtos utilizados no tanque. Segundo o Sindiveg a metodologia considera, além da área cultivada, a intensidade de uso das tecnologias nas lavouras, permitindo uma leitura mais precisa do cenário.
