Rural

Campanha pressiona por regulamentação de bioinsumos

Lei para o setor foi sancionada em 2024, mas decreto complementar detalhando normas não foi publicado no prazo previsto

Imagem da campanha, que está sendo promovida nas redes sociais
Imagem da campanha, que está sendo promovida nas redes sociais Foto : Reprodução de internet

Uma ação lançada nesta semana pela Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBINS) e pelo Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS) busca pressionar o governo federal a regulamentar a Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos. Sob o slogan "De que lado você está?", a campanha visa ao engajamento de agricultores, profissionais do setor e da sociedade.

Ao longo deste mês, agricultores de diferentes regiões do Brasil contarão, nas redes sociais, como o chamado “on farm” (produção de bioinsumos na própria fazenda para uso próprio) transformou suas propriedades e por que a regulamentação é necessária. De acordo com as entidades envolvidas na campanha, são produtores que cultivam soja, milho e outras culturas com base em práticas regenerativas e que respondem à pergunta central da ação: de que lado você está?

A Lei dos Bioinsumos foi sancionada em 23 de dezembro de 2024, definindo normas para a produção, a venda e o uso desse tipo de produto. O texto previa que um decreto regulamentando a legislação saísse em 360 dias. Porém, esse prazo expirou e o documento ainda não foi publicado pelo Poder Executivo, embora, segundo as associações, tenha sido construída uma minuta no âmbito de um Grupo de Trabalho instaurado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Para quem já adota o on farm, a falta de regulamentação significa operar sem a segurança jurídica que a lei prometeu garantir, segundo as associações.

"A lei foi construída para romper com um modelo que não servia ao agricultor. O decreto precisa honrar essa lógica", afirma o presidente da ABBINS, Rafael Garcia.

Enquanto o tema se arrasta nos bastidores, a campanha tenta dar visibilidade a quem está na ponta desse processo, reforça o presidente do GAAS, Paulo Buffon."O agricultor que já pratica o on farm não precisa ser convencido. Ele precisa ser ouvido. É isso que essa campanha faz", diz.

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