Rural

Cooperativas iniciam as obras da indústria Soli3

Investimento estimado de R$ 1,25 bilhão das cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, em Cruz Alta, vai processar soja para a geração de biodiesel

Evento de início da obra reuniu autoridades e dirigentes das cooperativas envolvidas no projeto
Evento de início da obra reuniu autoridades e dirigentes das cooperativas envolvidas no projeto Foto : Solic3 / Divulgação / CP

O cooperativismo gaúcho acaba de dar mais um passo estratégico para fortalecer o agronegócio e agregar valor à produção dos associados. As cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal iniciaram as obras da Soli3, nova indústria de processamento de soja e produção de biodiesel que será instalada em Cruz Alta.

O empreendimento reforça o protagonismo das cooperativas, impulsiona a cadeia da soja e amplia os investimentos em biodiesel e desenvolvimento regional no Rio Grande do Sul. O início das obras foi celebrado no dia 30 de junho, em um evento realizado no terreno onde será construído o complexo industrial, reunindo autoridades, representantes das cooperativas, empresas parceiras, entidades e imprensa.

Fortalecimento do cooperativismo

Resultado da união entre as três maiores cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, a Soli3 representa um dos maiores investimentos industriais do cooperativismo no estado. Recentemente, o empreendimento recebeu a Licença de Instalação, concedida pelo Governo do Estado, concluindo o processo de licenciamento ambiental e autorizando o início das obras. Nesta primeira etapa, os trabalhos envolvem a terraplanagem e a implantação do canteiro de obras.

Paralelamente, a empresa finaliza a contratação da construtora responsável pelas obras civis, previstas para começar ainda no segundo semestre de 2026. O cronograma foi planejado para que diferentes etapas avancem simultaneamente, incluindo fundações, estruturas de concreto e metálicas, edificações de apoio e, posteriormente, a montagem eletromecânica dos equipamentos industriais.

Para o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, o início da construção representa um momento histórico para o projeto.

“A conquista da Licença de Instalação é o passo definitivo que nos autoriza a iniciar as obras de construção da Soli3. Nosso foco agora é executar esse complexo industrial com máxima eficiência. Este empreendimento foi planejado para processar o grão do associado e produzir biodiesel, marcando uma nova fase de desenvolvimento para toda a nossa região”, destaca.

Agregação de valor

Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, a nova indústria terá capacidade para produzir biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada. O faturamento anual projetado é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o início das obras consolida um trabalho construído ao longo dos últimos anos.

“O início das obras representa mais um importante passo dentro do trabalho intenso realizado para viabilizar este grande empreendimento. É o começo da concretização de uma iniciativa que trará impactos positivos para nossas cooperativas, para as comunidades onde atuamos e para todo o estado”, complementa.

Já o presidente da Cotrisal, Walter Vontobel, destacou que a iniciativa responde diretamente às necessidades dos produtores cooperados.

“Esse investimento não é apenas industrial. É uma resposta às demandas dos nossos associados por mais agregação de valor e segurança no escoamento da produção. A Soli3 nasceu da união de cooperativas que acreditam que juntas vão mais longe”, finaliza.

Desenvolvimento econômico

Durante a cerimônia, o vice-governador Gabriel Souza ressaltou a importância da industrialização da produção agrícola para ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul. Segundo ele, agregar valor aos grãos produzidos no estado fortalece toda a cadeia produtiva e prepara o Rio Grande do Sul para atender à crescente demanda mundial por biocombustíveis.

A futura planta industrial contará com 75 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em um terreno de 138 hectares, além de integração ferroviária para ampliar a eficiência logística.

Operações em 2028

Para a prefeita de Cruz Alta, Paula Librelotto, o empreendimento representa um divisor de águas para a economia local.

“Esta será uma das plantas mais modernas do setor no país e vai gerar uma cadeia virtuosa de crescimento para o município, criando oportunidades para as famílias e movimentando o comércio e o setor de serviços”, afirma.

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