Rural

Entidades querem maior equilíbrio na classificação e comercialização do tabaco

A interpretação é de que o cenário exige mais atenção aos custos de produção, à oferta e ao equilíbrio financeiro dos envolvidos

Entidades entendem ser "urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais"
Entidades entendem ser "urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais" Foto : Felipe Krause / Pixel18dezoito / Divulgação / CP

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) de forma conjunta com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) emitiram manifestação conjunta defendendo maior equilíbrio na classificação e na comercialização do tabaco, na relação entre produtores e a indústria.

A posição foi deliberada em assembleia ordinária realizada no fim de março e será encaminhada ao Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

O documento ressalta a importância da cultura para a economia regional e aponta a necessidade de alinhar práticas de mercado à realidade dos produtores e à sustentabilidade da cadeia produtiva.

As entidades expressam preocupação com o atual contexto enfrentado por produtores e indústria, especialmente no que se refere à classificação do tabaco e à formação de preços.

A avaliação é de que o cenário exige maior atenção aos custos de produção, à oferta e ao equilíbrio financeiro dos envolvidos. Nesse sentido, defendem que a classificação ocorra de forma justa e transparente, assegurando a valorização da produção e contribuindo para a estabilidade econômica do setor.

Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o posicionamento reforça o compromisso dos municípios com a base produtiva regional.

“Estamos tratando de uma atividade que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia dos nossos municípios. É fundamental que haja equilíbrio nas relações comerciais, com respeito ao produtor e previsibilidade para todos os envolvidos”, afirma Paschoal.

Construção conjunta

Segundo o presidente da Amprotabaco, prefeito Gilson Becker, o momento exige construção conjunta. “A cadeia do tabaco é complexa e estratégica. Precisamos fortalecer o diálogo para encontrar soluções que garantam segurança econômica e valorização ao produtor, sem desconsiderar os desafios do mercado”, complementa.

As entidades ressaltam que, embora reconheçam os desafios inerentes à negociação de commodities, é urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais. Amvarp e Amprotabaco colocam-se como instâncias de articulação e intermediação institucional, à disposição para contribuir com a construção de soluções conjuntas.

O objetivo é assegurar estabilidade, competitividade e justiça na cadeia produtiva do tabaco, uma das principais bases econômicas do Sul do Brasil. Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o momento exige responsabilidade coletiva e diálogo permanente.

“Os municípios estão ao lado dos produtores e compreendem a importância de construir soluções que garantam equilíbrio e sustentabilidade para toda a cadeia. Nosso papel é contribuir para esse entendimento, fortalecendo o setor e protegendo quem está na base da produção”, complementa o presidente da Amvarp.

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