“Toda a vez que eu entro naquele local pra fazer o meu artesanato eu me sinto bem.” É dessa forma que o vigilante aposentado José Menezes, de Vera Cruz, resume a experiência como artesão. Em sua quarta participação na parcela de Artesanato, Flores e Sementes Crioulas da Casa da Emater/RS-Ascar na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, Menezes destaca a oportunidade possibilitada pela feira: a de sair de sua pequena oficina, mantida junto à casa em que reside, para construir peças como aparadores de panelas, porta flores, pequenos vasos e enfeites. O evento prossegue até a próxima sexta-feira (27), no Parque da Afubra.
“Eu sempre gostei de artesanato, mas foi depois de me aposentar que pude me dedicar mais”, diz o artesão, 70 anos, ao mostrar suas peças feitas em variedades de madeiras como eucalipto e pínus. “Aqui a gente tem uma troca muito boa com o público e com os outros artesãos, então é sempre uma ótima experiência”, aponta.
Menezes é um dos 17 expositores de artesanato que, ao lado de outros nove empreendimentos de flores, mudas e sementes crioulas, de diversos municípios da região, visa apresentar seus produtos, promovendo um intercâmbio de conhecimentos entre quem expõe e visita. “A ideia geral sempre é estimular os produtores a aproveitar a matéria-prima existente em suas propriedades”, avalia a extensionista da Emater/RS-Ascar Fernanda Fagundes.
No local, além de peças em tricô, crochê e outras técnicas, os visitantes encontram produtos em madeira, cipó e fibra (muito utilizada em cestos de Páscoa), entre outros. “Esse é um trabalho que a instituição desenvolve há muitos anos com as famílias rurais, sendo a Expoagro Afubra uma oportunidade para essa divulgação”, comenta Fernanda. “Em muitos casos a atividade inicia como um lazer para, mais adiante, se tornar uma alternativa a mais de geração de renda”, completa.
Com o tema “Desafios da agricultura familiar frente às emergências climáticas”, a Emater/RS-Ascar apresenta uma grande variedade de parcelas temáticas, como agroindústria familiar, bovinocultura de leite, fruticultura, olericultura, manejo de solos e de água e piscicultura, sempre promovendo diversificação das atividades produtivas, geração de renda, qualidade de vida, cuidados com o meio ambiente e à permanência do jovem no campo.
