Junto com outras entidades rurais, a Farsul esteve em Brasília esta semana para, entre outras agendas, participar de uma reunião com o Ministério da Fazenda. O encontro, que reuniu técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, representantes do Banco do Brasil e assessores das lideranças dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Tereza Cristina (PP-MS), e o economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, terminou sem consenso.
O centro da divergência é o que o setor produtivo classifica como um "hiato gigantesco" entre o Projeto de Lei 5122 – que propõe uma ampla renegociação de dívidas – e a Medida Provisória (MP) gestada pelo governo. Segundo a Farsul, o governo “falha ao não apresentar uma solução para os recursos livres (captados a juros de mercado)”. De um passivo de R$ 82 bilhões identificado nos bancos, R$ 63 bilhões são oriundos dessas linhas, conforme a entidade. Sem endereçar esse montante, o setor avalia que qualquer medida será ineficaz.
A Farsul afirma que, do outro lado, a Fazenda sustenta que já foram tomadas quase duas dezenas de medidas de renegociação. O argumento foi rebatido pelos técnicos do setor: se tais medidas tivessem funcionado, o impasse não persistiria após tantos encontros.
