Rural

Indústria do tabaco deverá contratar 9,1 mil safreiros em Santa Cruz do Sul

Levantamento de sindicato destaca a expectativa de que a safra avance até o segundo semestre, o que vai impulsionar renda e oportunidades

As admissões já começaram e as empresas conduzem diretamente seus processos de seleção
As admissões já começaram e as empresas conduzem diretamente seus processos de seleção Foto : Bat / Divulgação / CP

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) realizou um levantamento junto às indústrias processadoras de tabaco do município e apurou a estimativa de contratação de aproximadamente 9.150 trabalhadores sazonais para o período da safra do tabaco. Segundo o Stifa, “o contingente reforça a importância do setor como gerador de postos temporários que movimentam a economia local e ampliam o acesso ao mercado de trabalho”.

As admissões já começaram e, conforme o sindicato, boa parte das empresas conduz diretamente seus processos de seleção. As vagas estão distribuídas em diferentes etapas do beneficiamento do tabaco e representam uma oportunidade para trabalhadores que buscam recolocação profissional ou o ingresso na indústria por meio de funções que exigem formação inicial.

Economia regional

Para o presidente do Stifa, Éder Rodrigues, o período da safra do tabaco tem papel relevante na dinâmica econômica regional.

“Essas contratações temporárias garantem renda para milhares de famílias e ajudam a manter a atividade econômica aquecida em Santa Cruz do Sul e na região”, afirma. Ele observa que o sindicato acompanha de perto esse movimento para orientar os trabalhadores e reforçar a importância do acesso a direitos e condições adequadas de trabalho.

“Também oferecemos todos os nossos serviços aos trabalhadores sazonais que se associam ao nosso sindicato, com as mesmas coberturas dos efetivos e seus familiares”, recomenda Rodrigues.

A expectativa do setor é que o ritmo da safra se estenda ao segundo semestre, especialmente entre agosto e setembro, prolongando o período de atividade nas indústrias.

“Muitos profissionais que ingressam como safreiros acabam tendo a chance de permanecer nas empresas ou de retornar nas próximas safras, já com experiência adquirida. É uma porta de entrada importante para o mercado formal e para a construção de uma trajetória profissional”, afirma Rodrigues.

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