Em visita ao Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (2), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, percorreu olivais em Viamão, onde entregou à família Goelzer dez reconhecimentos conquistados em Londres. A propriedade gaúcha começou a plantar oliveiras há cerca de 25 anos, com o objetivo de produzir azeite para a própria família.
A Estância das Oliveiras já recebeu mais de 500 premios desde o lançamento de seu primeiro azeite ao mercado em 2019. Apenas na safra 2026, já conquistou para o Brasil mais de 180 reconhecimentos internacionais.
Conduzido por André Goelzer, mestre de lagar da Estância das Oliveiras, o ministro realizou uma caminhada pelos olivais em um dos momentos mais sensíveis do ciclo produtivo: o início da floração das oliveiras. É neste período que começa a ser definido o potencial da próxima safra, com as flores que posteriormente poderão dar origem aos frutos.
A comitiva também conheceu áreas onde a Estância desenvolve pesquisas relacionadas à polinização dos olivais com abelhas nativas brasileiras sem ferrão, aproximando produção agrícola, biodiversidade e pesquisa. Dos olivais, a comitiva seguiu para o lagar, onde conheceu o processo utilizado pela Estância para transformar as olivas colhidas na propriedade nos azeites que vêm acumulando reconhecimentos internacionais.
André de Paula e o secretário-executivo Cleber Soares fizeram a entrega oficial à família Goelzer dos dez reconhecimentos conquistados pela Estância das Oliveiras no London International Olive Oil Competition 2026: duas Platinas, sete Ouros e uma Prata. Em Londres, o Ministério da Agricultura e Pecuária representou oficialmente a Estância das Oliveiras na cerimônia de premiação, com a participação de Cleber Soares e da representação agrícola brasileira no Reino Unido, recebendo os reconhecimentos em nome da produtora gaúcha.
Para Lucídio Morsch Goelzer, fundador da Estância das Oliveiras, a dimensão do momento estava no contraste com a simplicidade de sua origem. “Quando plantei as primeiras oliveiras, há cerca de 25 anos, queria apenas produzir um azeite honesto para colocar na mesa da nossa família. Nunca imaginamos medalhas, Londres ou que um dia receberíamos aqui o ministro da Agricultura do Brasil. Ver hoje minha esposa e meus filhos ao meu lado, recebendo esses reconhecimentos que nasceram do nosso trabalho em Viamão, atravessaram o oceano e voltaram para casa pelas mãos do ministro, foi muito emocionante. Recebemos tudo isso com gratidão e humildade. No fundo, continuamos sendo a mesma família, tentando fazer, todos os dias, o melhor e mais honesto azeite que conseguirmos.”
