Após quatro meses de análise em uma granja na região Centro-Oeste do Brasil, um estudo, em parceria com a UFRGS indicou que aves alimentadas com minerais orgânicos bi-quelatados apresentaram diminuição de defeitos de carcaça relacionados à integridade da pele. A pesquisa substituiu 120 ppm (partes por milhão) de zinco inorgânico por 40 ppm de zinco bi-quelatado e, segundo os autores, houve uma redução de aproximadamente 70% dos defeitos de aparência na amostra estudada e de 68% nas lesões totais de pele.
Realizado através de uma parceria entre a UFRGS, a Bello Alimentos e a NOVUS, o estudo “Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions”, liderado por Ana Ferreira, avaliou aproximadamente 8 milhões de frangos de corte em condições comerciais.
“Esses são defeitos de grande importância econômica associados a condenações parciais e rebaixamento de carcaças. Os números apresentados mostram um impacto positivo em fatores que determinam perdas industriais, com potencial para reduzir o volume de cortes removidos, retrabalho e rebaixamento de produtos durante o processamento”, explica Kelen Zavarize, gerente de serviços técnicos da NOVUS no Brasil.
“Como resultado, a utilização da carcaça é ampliada e o produto final se torna mais padronizado, impactando diretamente a rentabilidade da produção”, afirmou ela.
O Mineral Orgânico Bi-quelatado é um mineral orgânico ligado por bi-quelatação com HMTBa. A ligação seria capaz de dar suporte à estabilidade no trato gastrointestinal ao reduzir a dissociação precoce no proventrículo e na moela, liberando o mineral no seu sítio de absorção.
“A substituição de minerais inorgânicos por minerais orgânicos bi-quelatados oferece melhor suporte à integridade da pele e à resposta dos tecidos ao longo de todo o ciclo de produção”, afirma a gerente de serviços.
Segundo ela, embora a suplementação mineral adequada contribua para a manutenção e possível diminuição na severidade das lesões já estabelecidas, o manejo nutricional deve ser adotado de forma preventiva. “Nessa abordagem, há maior potencial de reduzir tanto a incidência quanto a gravidade das lesões, evitando sua progressão para níveis que resultem em perdas econômicas no abatedouro.”
