O Rio Grande do Sul autorizou o plantio de soja em quase 38 mil hectares fora da época estipulada pelo calendário oficial. Os produtores tiveram até 15 de fevereiro para solicitar e realizar o plantio tardio de soja à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O número equivale a 0,56% do total de 6.742.236 hectares previstos pela Emater/RS-Ascar na safra 2025/2026.
O calendário de semeadura estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o atual ciclo foi de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Mas as condições climáticas adversas e a colheita tardia da cultura do milho no Estado prejudicaram o plantio na janela permitida. “O período de chuva durante a cultura do milho fez com que o ciclo juntoasse, atrasando o plantio da soja, que ocorre logo após a colheita do milho na mesma área”, explica a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel.
Os 38 mil hectares de plantio tardio da soja estão distribuídos em 78 municípios gaúchos, especialmente nas regiões Noroeste e das Missões. Foram 264 transações de semestre fora do calendário, um aumento especial em comparação com a safra 2024/2025, que contabilizou apenas oito pedidos. A menor área autorizada foi de 0,8 hectares, enquanto a maior área soma quase 9 mil hectares. “Os produtores precisam estar atentos e realizar os tratamentos da ferrugem asiática, pois a semeadura fora do calendário oficial é um fator de risco para o surgimento dessa praga, aumentando os custos”, alerta Deise.
