As principais demandas dos diferentes segmentos de proteína animal da cadeia pecuária gaúcha foram apresentadas na manhã deste quarta-feira, 24, aos pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB), em encontro no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Também foram convidados para o evento Juliana Brizola (PDT), que, alegando “compromissos médicos”, e Luciano Zucco (PL), justificando “compromissos previamente assumidos”, não compareceram.
Ambos receberam críticas pela ausência por parte dos promotores do debate e pelos pré-candidatos. O “O futuro da Proteína Animal” foi promovido pelos sindicatos da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do RS (Sindilat/RS), da Indústria de Carnes e Derivados do RS (Sicadergs), da Indústria de Produtos Avícolas do RS (Sipargs) e da Indústria de Produtos Suínos RS (Sips).
Para os postulantes ao Piratini apresentarem suas ideias e propostas para o desenvolvimento das cadeias de lácteos e carnes bovina, suína e de frango, dirigentes das quatro entidades expuseram os principais problemas e demandas para os quatro segmentos. Desde o déficit estadual de milhões de toneladas de milho, que impacta diretamente o abastecimento de suínos e aves, pois o cereal é o principal componente da alimentação, assim como a importação de leite em pó de países vizinhos e os prejuízos causados pelo acordo União Europeia-Mercosul aos produtores de leite, além da perda de espaços de ambientes de pecuária para lavouras de grãos e exportação de gado em pé, o que causa ociosidade nos frigoríficos. Todos apresentaram números sobre a relevância social e econômica das cadeias para o Estado.
Maranata destacou a origem de sua família no meio rural e sua trajetória como empreendedor até chegar a prefeito de Guaíba, gestão em que enfrentou cinco grandes problemas, inclusive a grande enchente de 2024 com milhares de desabrigados. “A proteína animal é uma cadeia que nos orgulha, que tem muito para crescer”, ressaltou, e mencionou a não agregação de valor quando o Estado exporta o gado vivo e não industrializado.
“Temos uma capacidade muito grande de aumentar a nossa produção. Mas precisa de estímulo. Precisamos de recursos para cuidar deste agricultor para não perder as matrizes que têm”, lembrou.
“O mundo inteiro está buscando a proteína. E nós temos capacidade de produzir com qualidade e a baixo custo”, lembrou Maranata. Ele também destacou a importância de se ampliar a produção de milho, mas para isso é necessário sanar as finanças nos agricultores endividados e incentivar a irrigação para aumentar a produção do cereal, assim como a criação de um fundo constitucional para prover o setor com mais recursos.
Gabriel Souza ressaltou que a chapa dele tem muita identificação com o agro, visto que ele é médico-veterinário e o vice, Ernani Polo, já foi secretário estadual da Agricultura. “Esse setor merece toda a nossa atenção e o nosso respeito, por isso a nossa presença aqui”, argumentou.
O pré-candidato, em várias oportunidades, menciono u as políticas de incentivo ao agrone gócio promovidas pelo atual governo estadual, em que é vice-governador. Como, por exemplo, em sanidade animal, o que chamou de “pedra basilar da proteína animal”, os enfrentamentos dos focos de doença de Newcastle e Influenza na avicultura e o reconhecimento do Rio Grande do Sul como um estado livre de aftosa sem vacinação.
“É fundamental abrir novos mercados para a gente poder exportar o nosso produto de altíssima qualidade que é produzido aqui no Rio Grande do Sul. Sanidade e novos mercados. Isso atrai investimento, porque você tem mais demandas, portanto mais pessoas querendo comprar, mais mercados querendo comprar e você vai ter que ter mais oferta de produtos e investimentos acontecem”, esclareceu.
E ainda citou a importância do inventivo à irrigação para ampliar a produção de milho.
