A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tem uma política de “tolerância zero” para casos suspeitos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, causada pelo vírus H5N1, e mais conhecida como gripe aviária. Há, nesta quarta-feira, três casos em investigação com coleta de amostras, nos municípios de Derrubadas, Gaurama e Triunfo, porém a base da equipe de cerca de 85 servidores fica em Montenegro, no Vale do Caí, onde o primeiro caso do país em aves comerciais foi confirmado na semana passada.
A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares, explicou que ela é baseada na inspeção concentrada de todas as propriedades em raios de três e dez quilômetros da confirmação inicial, neste caso, uma propriedade de criação de matrizes na localidade de Bom Jardim do Caí, no interior do município.
“Terminamos ontem (terça) todo o rastreamento dos dez quilômetros, e dos três, havia sido no final de semana. Mas, conforme o Plano Nacional de Contingência, a cada três dias se rastreia novamente os três quilômetros, e a cada dez dias nas do raio de até dez quilômetros”, comentou ela. Nas 29 propriedades rurais até três quilômetros, duas rodadas já foram concluídas, e uma terceira será feita, e a partir de sábado, haverá o recomeço dos lotes no lote maior, um total de 540.
“Isto vai seguindo até que tenhamos uma noção do que está acontecendo e consigamos completar os ciclos de incubação da doença”. De forma geral, são 28 dias, ou dois ciclos de 14 dias em que o vírus da influenza aviária se manifesta. Ainda de acordo com Rosane, os fiscais agropecuários recebem a listagem das propriedades em sua área de atuação, e caso eles localizem alguma faltante, ela é cadastrada posteriormente.
"Chegamos nas propriedades e fizemos uma entrevista, buscando identificar se há mortalidade ou qualquer alteração de comportamento das aves. Eles (fiscais) também fazem uma inspeção visual, procurando algum sinal da influenza. Se identificarem que há algum sinal compatível, eles não entram na propriedade, e chamam outra equipe, que irá fazer a necropsia, ou coleta de amostra”.
Há também as equipes da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar (BM), que, de maneira geral, fazem a contenção nas sete barreiras sanitárias instaladas em todos os caminhos à granja, cujo acesso é restrito. Uma destas barreiras está na BR-386, no pedágio de Montenegro, sentido a Porto Alegre, onde háa desinfecção de cargas de interesse, como animais e ovos. Nestes lugares, fiscais fazem um revezamento em turnos de oito horas cada.
