No encontro entre o Rio Tramandaí e o Oceano Atlântico, a presença de pescadores já é rotina. Eles se reúnem diariamente para a captura das mais variadas espécies de peixes. Varas, redes e anzóis se espalham pelo local. Alguns pescam para comercialização, outros para consumo próprio e há ainda quem esteja por distração. Independentemente da motivação, uma regra precisa ser respeitada: a pesca do bagre é proibida nesta época do ano.
O período de reprodução da espécie, conhecido como Defeso da Piracema, segue até 31 de março. Até lá, quem capturar um bagre deve devolvê-lo imediatamente à água. O descumprimento da regra pode resultar em prisão e multa. Segundo o comandante da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) de Capão da Canoa, tenente Jefferson Zanin, a proibição ocorre porque o bagre é uma espécie ameaçada de extinção. A restrição vale em todo o Rio Grande do Sul, tanto no rio quanto no mar.