Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 14/12/2012
  • 10:33
  • Atualização: 13:41

MP denuncia vereador eleito em Porto Alegre por suposto uso da máquina pública

Órgão investigou áudio onde interlocutores teriam oferecido obras em troca de votos

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O Ministério Público (MP) Eleitoral denunciou nesta sexta-feira o vereador eleito de Porto Alegre Cássio Trogildo (PTB), e o atual secretário de Obras e Viação (Smov) da Capital, Adriano Gularte, por suposto uso da máquina pública no pleito de outubro. O anúncio foi feito em entrevista coletiva pelo promotor Mauro Rockenbach. Trogildo era titular da pasta até se licenciar para concorrer a uma cadeira na Câmara de Vereadores. Gularte era adjunto e assumiu o cargo.

Na ação, a promotoria pede a cassação da diplomação de vereador de Trogildo, que inicia seu mandato no início de 2013, além da inegibilidade dele e do atual secretário de obras por 8 anos. O órgão aponta que a Smov teria sido utilizada indevidamente em cinco oportunidades. No início de outubro, um áudio em que interlocutores supostamente ligados à administração municipal pediam votos a moradores do bairro Rubem Berta em troca de obras no local foi entregue ao promotor, que instaurou um procedimento para apurar as denúncias. As promessas, feita pelos cabos eleitorais durante uma reunião do Orçamento Participativo (OP) em setembro, foram cumpridas dois dias depois, quando máquinas começaram a asfaltar o local.

Segundo o promotor Mauro Rochembach, a secretaria foi utilizada com caráter eleitoral, uma vez que as obras das comunidades que apoiavam o candidato foram feitas com urgência, através de adendos nas atas do Orçamento Participativo, enquanto obras previstas há mais tempo foram deixadas para trás. Entre as demais irregularidades realizadas pela pasta, está o asfaltamento de um trecho de uma estrada, na zona Sul da Capital, que dá acesso a um terreno que também é de propriedade de Trogildo. Segundo o MP, esta obra não estava prevista no Orçamento Participativo. Além disso, o órgão aponta que o vereador informou à Justiça Eleitoral que o terreno teria valor de 400 mil reais, quando na realidade teria valor real de ao menos 3 milhões.

Outra denúncia é de que a Smov foi utilizada para realizar melhorias em uma propriedade privada, da massa falida da empresa Guerino, também no Rubem Berta. A Justiça Eleitoral tem orientação de julgar em até um ano os crimes eleitorais. Ainda conforme o MP, outras pessoas podem ser denunciadas.

Com informações do repórter Gabriel Jacobsen

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