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05/02/2013 19:59 - Atualizado em 05/02/2013 21:05

Sócio da Kiss recebe alta de hospital em Cruz Alta

Elissandro Spohr foi encaminhado para delegacia e de lá deverá ser conduzido a prisão

Elissandro Spohr foi encaminhado para delegacia e de lá deverá ser conduzido a prisão<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Elissandro Spohr foi encaminhado para delegacia e de lá deverá ser conduzido a prisão
Crédito: Mauro Schaefer
Elissandro Spohr foi encaminhado para delegacia e de lá deverá ser conduzido a prisão
Crédito: Mauro Schaefer

O empresário Elissandro Spohr, um dos proprietários da boate Kiss, recebeu alta do hospital e foi encaminhado à delegacia de polícia em Cruz Alta. De lá, ele será encaminhado à prisão, mas ainda não foi informada a casa de detenção que o receberá.

Conhecido como Kiko, ele estava internado no Hospital Santa Lúcia, por conta de transtorno psicológico após a tragédia que matou 238 pessoas em Santa Maria. De acordo com o médico responsável, Paulo Viécili, a situação do empresário era de um "indivíduo destruído" após saber da lista de vítimas da tragédia e seus nomes.

Uma junta médica recomendou que Kiko fosse encarcerado na Penitenciária Modulada de Ijuí, onde o impacto seria menor para a sua condição psicológica. A equipe acredita que ele poderia sofrer agressões físicas e psicológicas no presídio de Santa Maria, o que agravaria seu quadro. O empresário teria, inclusive, tentado se matar com uma mangueira de choveiro.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos, usados para organizar as filas. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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