Em agosto, uma adolescente gaúcha se automutilava diante da câmera, em uma transmissão ao vivo, para cumprir um desafio lançado em uma comunidade online que participa. O Ministério Público do RS conseguiu derrubar a live a tempo e salvou a menina. Denúncias sobre casos do tipo já passam de uma por dia no Estado. Desde janeiro, o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve) recebeu 270 denúncias. Em comunidades fechadas de plataformas como Discord e Telegram, jovens de 12 a 16 anos disputam prestígio com a única moeda aceita ali: a crueldade, contra os outros ou contra si mesmos.
Até o dia 23 de setembro, a série “Acolhidos pelo ódio” mostra como a violência se disfarça de piada, por que tantos adolescentes procuram esses grupos e o que famílias e escolas podem fazer para trazê-los de volta. O Correio do Povo ouviu promotores, investigadores, psicólogas, educadores e um jovem que passou a adolescência nesses servidores. E todos deixam claro: o problema é maior do que se imagina.
Confira todas as matérias da série:
• Extremismo digital avança entre os adolescentes
• Violência extrema: sinais indicam os riscos de radicalização para os adolescentes
• Quem assume a responsabilidade por educar as crianças sobre os riscos da internet
• As novas gerações são, de fato, mais violentas?
• Moderação das plataformas deixa a desejar
• Como a pandemia acelerou a radicalização em massa de adolescentes