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Canoas presta homenagem aos voluntários da enchente com monumento no acesso ao Mathias Velho

A cerimônia aconteceu nas imediações da BR 116, local onde aconteceram a maioria dos resgates, quando as águas subiram rapidamente, entre abril e maio do ano passado

A criação do monumento não contou com recursos públicos, foi 100% custeado pela iniciativa privada
A criação do monumento não contou com recursos públicos, foi 100% custeado pela iniciativa privada Foto : Vinicius Medeiros / Prefeitura de Canoas / CP

Nesta sexta-feira, a prefeitura de Canoas fez o lançamento da Pedra Fundamental e apresentação da Maquete do Monumento em homenagem aos 10 mil voluntários que auxiliaram nos resgates durante a maior catástrofe climática da história do RS. A cerimônia aconteceu na Praça JC Nozari, nas imediações da BR 116, de frente à estação da Trensurb Mathias Velho, local onde aconteceram a maioria dos resgates na cidade, quando as águas subiram rapidamente, entre abril e maio do ano passado.

A obra foi criada pelo artista plástico Ricardo Cardoso, de Porto Alegre, o mesmo que criou a obra na Orla do Guaíba, na capital. De acordo com o titular da Secretaria de Cultura e Turismo de Canoas, Pinheiro Neto, a criação do monumento não contou com recursos públicos. "Foi 100% custeado pela iniciativa privada."

Segundo Neto, o significado do monumento exatamente no dia em que completa um ano do início da enchente que aconteceu em maio de 2024 é muito emocionante e um marco para Canoas. "Esse monumento é uma maneira de a gente homenagear não só os voluntários, mas também as vítimas que perderam as suas vidas nesta enchente que trouxe tanta dor, tanta angusta e sofrimento, mas ao mesmo tempo, nos proporcionou tantos ensinamentos. Força, resiliência, e o poder de superação do povo gaúcho."

De acordo com o secretário, os elementos realçados no monumento demonstram o espírito de força, solidariedade, cooperação, superação e resiliência. O vice-prefeito de Canoas, Rodrigo Busato, disse que o monumento inaugurado nesta sexta-feira destaca importância da atuação dos milhares de voluntários naquele maio de 2024 e propõe que a população não esqueça tudo que a cidade viveu naqueles incansáveis dias.

"É uma forma de reconhecimento do que eles foram e do que representam para a cidade. Mas este espírito de um ajudando o outro, colocando as diferenças de lado, esse espírito ainda deve se manter vivo, pois ainda estamos diante de um momento de reconstrução. Precisamos que prefeitura, governos estadual, federal e entidades se unam para que consigamos nos reerguer. Se tem algo que podemos tirar de bom desta tragédia toda é esse espírito de solidariedade que não se pode esquecer", conclui Rodrigo Busato.

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