O ministro da Casa Civil, Rui Costa, cumpriu agenda nesta terça-feira em cidades da Região Metropolitana e no Vale do Sinos para verificar de perto o andamento das obras de Reconstrução do Estado após as enchentes que assolaram as cidades gaúchas. O ministro esteve visitando as intervenções realizadas na Casa de Bombas Santo Afonso e no dique, que fica entre as cidades de Novo Hamburgo e São Leopoldo, onde também passa o arroio Gauchinho. "Eu vim para conhecer o problema de perto para criar essa aproximação do governo federal com os municípios. Eu acredito muito nesta parceria. Aqui os municípios estão executando obras com recursos disponibilizados pela União para recompor e melhorar aquilo que existia nas cidades."
Segundo Rui Costa, ao concluir as intervenções, tanto de recuperação quanto as novas obras, será oferecida maior sensação de segurança para a população, protegendo os gaúchos de novas enchentes. "Nós pedimos hoje pela manhã que a gente encurte os prazos. Eu acredito que isso seja possível principalmente com relação ao período de contratação da atualização dos projetos. Esta obra aqui é de recuperação do que existia, mas existem outros projetos que é para melhorar e ampliar todo o sistema. Essas obras precisam de atualização do projeto e a gente está numa fase de contratar as empresas para atualizar projeto. Eu pedi celeridade nos prazos pactuados hoje com o governo do estado."
Conforme o ministro, o governo federal disponibilizou os recursos e a execução destas grandes obras estruturantes está do estado. "Queremos ter as obras estruturantes prontas, pois são elas que vão proteger a cidade. Nós temos duas fontes de recursos, uma que o governo federal que colocou R$ 6,5 bilhões no Fundo e tem mais R$ 14 bilhões que é de juros, que o Estado iria pagar para o governo federal, mas que a União abriu mão deste recurso para que se passa executar esta e outras obras em parceria com os municípios."
Rui Costa disse que no máximo até o final do ano a licitação da obra propriamente dita tem que ter sido realizada. "Eu pretendo voltar aqui daqui a 90 dias para fazer um novo balanço e espero que todos os projetos já estejam contratados neste período. Esta é uma parceria para cuidar de pessoas, olhar para o interesse e a necessidade da população."
O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, disse que as intervenções que estão acontecendo no entorno do arroio Gauchinho e das Casa de Bombas Santo Afonso é a maior obra de contenção de cheias que o governo federal já aportou de recursos até o momento. "São R$ 10 milhões oriundos da Defesa Civil Nacional e que através deste recurso agora possamos retirar mais 60 famílias aqui do local para dar seguimento à obra do dique e cuidar não apenas da população do bairro Santo Afonso, mas da cidade como um todo." Conforme Finck,
O prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, explicou que no lado de São Leopoldo o local foi totalmente revitalizado para facilitar o escoamento das águas. "Fizemos um alteamento dos diques que já vinha sendo feito pela gestão passada, ainda precisamos executar as cercas de concreto que evitem a passagem da água. Além disso, nós desobstruímos de 200km de tubulação de esgoto cloacal e pluvial nos pontos mais críticos de alagamento, desassoreamos boa parte do Rio do Sinos, fizemos a limpeza das margens e do leito do rio." Segundo o prefeito de São Leopoldo, hoje o sistema está mais completo, fortalecido, reestruturado e mais forte do que em maio do ano passado. "Hoje nosso sistema é seguro."
Mais tarde, o ministro esteve visitando a cidade de Canoas e as obras do Residencial Quero Quero, no bairro Fátima, que fazem parte do projeto das unidades habitacionais sem custo, em que 70% das moradias serão destinadas para afetados pela enchente.
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