Mais uma vez, atrasos nas obras de restauro do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) são expostos a parlamentares por educadores e pela comunidade escolar. Em reunião neste mês (em 15/9), representantes do Cpers e da Frente Parlamentar em Defesa do IE 100% Escola Pública apontaram que, por interferência da Secretaria Estadual da Educação, o trabalho a ser realizado em alguns espaços não ocorreu.
Os relatos também criticaram alterações no projeto, realizadas de “maneira informal, como a imposição do Museu da Educação para o Amanhã e de um Centro de Referência em Educação”. A deputada Sofia Cavedon, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, explica que as modificações foram feitas, mesmo após as determinações do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público de Contas proibirem alterações sem a devida legalidade.
Sofia acrescenta que após a determinação, foi assinado o Projeto de Cooperação Técnica Internacional com a Organização dos Estados Ibero Americanos para elaborar as diretrizes de mudanças no projeto do IE.
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Annelise Steigleder, irá analisar o tombamento imaterial das obras de artes do Instituto. E, ainda, as denúncias sobre matrículas serão levadas à Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, pois há risco de redução de vagas em Educação Infantil, após as mudanças.
A presidente do Cpers, Helenir Schürer, destaca que o sindicato dos educadores defende a manutenção da escola como instituição completamente pública. E reitera o apoio ao projeto original.
Em nota, a Secretaria da Educação reafirma que o prédio do IE é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico do RS. E que o “zelo e cuidado com o restauro do local estão sendo realizados pelo governo do Estado”, com a reposição de itens feita “por materiais idênticos ao projeto original, mantendo a originalidade da instituição de ensino”.
A Frente Parlamentar em Defesa do IE se reuniu de novo em 23/9, na Faculdade de Educação da Ufrgs (av. Paulo Gama), em Porto Alegre. Na ocasião, os problemas foram reafirmados, além do debate sobre o destino dos estudantes em 2024.