Os próximos passos da luta unificada por valorização salarial, respeito profissional e melhores condições de ensino-aprendizagem nas escolas públicas estaduais do RS foram traçados no Conselho Geral do Cpers, no dia 15, em encontro realizado na sede do sindicato, em Porto Alegre.
A presidente do Cpers, Rosane Zan, reforçou a importância da mobilização contínua da categoria e da unidade “na luta contra o desmonte da Educação pública” promovido pelo governo do Estado. E disse que as deliberações aprovadas no Conselho reafirmam o compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores da Educação – professores, funcionários de escola (ativa e aposentados), nomeados e contratados.
Durante a reunião dos educadores, a Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS) – representada pelo presidente da entidade, Amarildo Cenci, e pelo criador da campanha, o publicitário Fernando Waschburger – apresentou a campanha “A Vida Não Tem Hora Extra”. A proposta é pela redução da jornada de trabalho, com foco na valorização salarial e na promoção de maior qualidade de vida. O Sindicato apoia integralmente a campanha e defende a redução da jornada por questão de justiça, saúde e qualidade de vida.
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Outro foco de debate foi o Censo Escolar da Educação Básica 2024, com apresentação dos dados pela economista Anelise Manganelli, do Dieese. Conforme análise exposta, o cenário na rede pública estadual é alarmante no RS, com queda expressiva de matrículas, redução de turmas, fechamento de escolas e crescente precarização do trabalho docente. E, diante desse panorama, o Cpers reafirmou seu compromisso com a defesa da educação pública de qualidade, definindo novas mobilizações.
Algumas das ações
- Manter Luta por Revisão Salarial de 12,14% já, para toda a categoria; e defesa do IPE Saúde.
- Promover quatro Atos Regionais (em Pelotas, Passo Fundo, Santa Maria e Missões), entre maio e junho, com os demais Servidores Públicos Estaduais; e um Ato Estadual, em julho.
- Adesão e ações pela campanha “Não Venda a Minha Escola.
- Criar Comitês Regionais de Mobilização com comunidades escolares e com movimentos estudantis, contra a privatização da escola pública.
- Atividades pela suspensão do edital das PPPs nas escolas.