Polícia

Caso Kiss: Ministério Público recorre ao TJRS para restabelecer penas dos quatro réus

Instituição afirma que, se o recurso não for acolhido, levará o caso aos tribunais superiores

Decisão tomada em 26 de agosto, que reduziu as penas dos quatro réus
Decisão tomada em 26 de agosto, que reduziu as penas dos quatro réus Foto : Alina Souza / CP memória

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ingressou com recurso, na terça-feira, 9 de setembro, no Tribunal de Justiça do Estado (TJRS), no processo relacionado ao julgamento dos réus do caso da boate Kiss.

Por meio da Procuradoria de Recursos, foram ajuizados embargos de declaração com o objetivo de modificar a decisão tomada em 26 de agosto, que reduziu as penas dos quatro réus, e restabelecer as condenações aplicadas pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2021.

Segundo a procuradora de Justiça Flávia Mallmann, os embargos de declaração – recurso utilizado para esclarecer pontos omissos, contraditórios ou obscuros em decisões judiciais – têm por finalidade obter efeitos infringentes, ou seja, permitir que os desembargadores modifiquem a decisão anterior e restabeleçam a sentença proferida pelo juiz em face da decisão dos jurados.

“O Ministério Público não se conforma com a decisão da 1ª Câmara Criminal Especial que diminuiu as penas dos réus. O que se pretende é que seja restabelecida a sentença do julgamento pelo Tribunal do Júri. Se esses embargos de declaração não forem acolhidos pelo TJRS, ou seja, se não for restabelecida essa sentença, o MPRS vai recorrer para os tribunais superiores: Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou a procuradora de Justiça Flávia Mallmann.

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