Polícia

Tribunal do júri absolve casal acusado de matar idosa em Porto Alegre

Julgamento durou mais de 22 horas e terminou na tarde desta quinta-feira, 7; Ilza Lima Duarte, 77 anos, foi assassinada em 2008 no Centro Histórico

Julgamento realizado pela 2ª Vara do Júri da Capital, presidida pela juíza Eveline Radaelli Buffon, durou cerca de 22 horas e meia
Julgamento realizado pela 2ª Vara do Júri da Capital, presidida pela juíza Eveline Radaelli Buffon, durou cerca de 22 horas e meia Foto : Fabi Càrvalho/ DICOM/TJRS

Chegou ao fim o julgamento do casal acusado de matar Ilza Lima Duarte, 77 anos, no Centro Histórico, em Porto Alegre. A sessão que teve início na quarta-feira, 6, e se estendeu até o começo da madrugada desta quinta-feira, 7, e recomeçou nesta manhã até chegar ao veredito durante a tarde. Ao todo, o Tribunal do Júri realizado pela 2ª Vara do Júri da Capital, presidida pela juíza Eveline Radaelli Buffon, durou cerca de 22 horas e meia.

O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, definiu que os dois réus são inocentes. Os dois respondiam em liberdade por homicídio e fraude processual, porque, segundo a acusação, os réus teriam mexido na cena do crime para parecer morte natural. Durante o julgamento, foram ouvidas nove testemunhas arroladas pela defesa, além dos próprios réus.

Em fevereiro de 2008, a idosa foi encontrada morta no apartamento onde morava na área central de Porto Alegre. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, mas após desconfiança de amigas de Ilza foi constatado que tratava-se de um assassinato.

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Conforme a denúncia do Ministério Público, antes de morrer a vítima teria alterado seu testamento incluindo o casal como herdeiros. Eles seriam beneficiários de cinco imóveis de Ilza e por isso teriam planejado o crime para antecipar a herança. Os outros envolvidos, julgados em 2019, teriam executado ou auxiliado diretamente no assassinato.

Dois homens teriam invadido o apartamento de Ilza e a matado por asfixia. Após o crime, os acusados teriam tentado simular uma morte natural, colocando uma xícara de café e um pedaço de pão, hábitos diários da vítima, ao lado do corpo dela, com a intenção de dificultar a investigação.

O auxiliar de serviços gerais que trabalhava no prédio onde a vítima morava confessou que foi pago para matar Ilza. Disse ainda que teria sido contratado pelo casal que prometeu a ele um dos imóveis que haviam herdado. O homem foi condenado no julgamento de 2019, enquanto o ex-porteiro do prédio onde a vítima morava e a empregada doméstica do casal foram absolvidos por falta de provas de envolvimento.

No julgamento encerrado hoje, a acusação sustentou que os réus fossem absolvidos por falta de provas sobre quem cometeu o crime. A defesa também pediu a absolvição, alegando que seus clientes não participaram dos fatos.