Chegou ao fim o julgamento do casal acusado de matar Ilza Lima Duarte, 77 anos, no Centro Histórico, em Porto Alegre. A sessão que teve início na quarta-feira, 6, e se estendeu até o começo da madrugada desta quinta-feira, 7, e recomeçou nesta manhã até chegar ao veredito durante a tarde. Ao todo, o Tribunal do Júri realizado pela 2ª Vara do Júri da Capital, presidida pela juíza Eveline Radaelli Buffon, durou cerca de 22 horas e meia.
O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, definiu que os dois réus são inocentes. Os dois respondiam em liberdade por homicídio e fraude processual, porque, segundo a acusação, os réus teriam mexido na cena do crime para parecer morte natural. Durante o julgamento, foram ouvidas nove testemunhas arroladas pela defesa, além dos próprios réus.
Em fevereiro de 2008, a idosa foi encontrada morta no apartamento onde morava na área central de Porto Alegre. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, mas após desconfiança de amigas de Ilza foi constatado que tratava-se de um assassinato.
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Conforme a denúncia do Ministério Público, antes de morrer a vítima teria alterado seu testamento incluindo o casal como herdeiros. Eles seriam beneficiários de cinco imóveis de Ilza e por isso teriam planejado o crime para antecipar a herança. Os outros envolvidos, julgados em 2019, teriam executado ou auxiliado diretamente no assassinato.
Dois homens teriam invadido o apartamento de Ilza e a matado por asfixia. Após o crime, os acusados teriam tentado simular uma morte natural, colocando uma xícara de café e um pedaço de pão, hábitos diários da vítima, ao lado do corpo dela, com a intenção de dificultar a investigação.
O auxiliar de serviços gerais que trabalhava no prédio onde a vítima morava confessou que foi pago para matar Ilza. Disse ainda que teria sido contratado pelo casal que prometeu a ele um dos imóveis que haviam herdado. O homem foi condenado no julgamento de 2019, enquanto o ex-porteiro do prédio onde a vítima morava e a empregada doméstica do casal foram absolvidos por falta de provas de envolvimento.
No julgamento encerrado hoje, a acusação sustentou que os réus fossem absolvidos por falta de provas sobre quem cometeu o crime. A defesa também pediu a absolvição, alegando que seus clientes não participaram dos fatos.