Política

Bolsonaro pede a Moraes autorização para ir a hospital após sessões de julgamento no STF

O ex-presidente está em prisão domiciliar e anexou relatório médico que prescreve um procedimento na pele

No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas
No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas Foto : Mateus Bonomi / AFP / CP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira, 8, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para realizar um procedimento médico em Brasília no próximo domingo, 14, dois dias após a última sessão prevista do julgamento da ação penal do golpe, na qual é réu.

O julgamento será retomado nesta terça-feira, 9, às 9h, na Primeira Turma do STF, com a leitura do voto de Alexandre de Moraes. A expectativa é de que a análise se estenda até a sexta-feira, 12, quando deve ser fixada a dosimetria das penas - em caso de condenação.

No requerimento encaminhado a Moraes, relator do caso, a defesa solicita permissão para que Bolsonaro se desloque até o Hospital DF Star, onde deverá passar por procedimentos descritos como 'exérese e sutura de hemangioma, linfangioma ou nevus' (retirada de pequenas lesões ou manchas de pele).

Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, anexou relatório médico que prescreve um procedimento na pele, com alta no mesmo dia.

No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrônica.

A prisão foi decretada após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais dos filhos para burlar a proibição de usar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado pela atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Veja Também