A B3 acionou o circuit breaker após o Ibovespa cair 10% em relação ao fechamento anterior, na abertura do pregão desta segunda-feira (26), e suspendeu por 30 minutos as negociações no mercado à vista. É o primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O mecanismo interrompe os negócios por tempo determinado em momentos de alta volatilidade, quando a aversão ao risco derruba os principais índices acionários. A duração da pausa varia conforme a intensidade da queda. A Bolsa não recorria ao mecanismo desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19.
Pelas regras do mecanismo, se a queda chegar a 15% após a retomada, a interrupção sobe para 1 hora. Com perda de 20%, a B3 pode suspender os negócios por prazo a definir.
Antes da abertura, a B3 já havia alterado duas vezes o limite de queda diária dos contratos futuros do Ibovespa. O teto inicial foi fixado em 15% e, a partir das 9h30, ampliado para 20%, exclusivamente para a sessão regular. A mudança vale para todos os vencimentos do contrato cheio (IND) e do minicontrato (WIN).
Por volta das 9h40, o contrato com vencimento em 16 de dezembro (INDZ26) afundava 17,07%.
No câmbio, a Bolsa elevou o limite de alta dos contratos de dólar e minidólar de 6% para 8,4% e, a partir das 9h30, para 12%. Até esse horário, o contrato com vencimento em novembro (DOLX26) ficou travado em R$ 5,430. Participantes do mercado relataram que ofertas de venda não estavam sendo transmitidas pela B3.
Com o destravamento, o dólar futuro de novembro chegou a subir 12,78%, a R$ 5,610 na máxima, e puxou a moeda à vista para R$ 5,6047, alta de 12,25%.
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Os juros futuros (DIs) acompanharam o movimento: os contratos para janeiro de 2027 alcançaram 14%, alta de 54 pontos-base.
Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado neste domingo (25), com 51,8% dos votos válidos.
*Com informações da CNN e da Agência do Estado.
