Eleições

Duzentos agentes fazem a segurança do julgamento de Roriz

Sede do STF foi isolada por grades e teve dobrado o policiamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) montou um esquema especial de segurança para o julgamento, nesta tarde, do recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que barrou a candidatura dele com base na Lei da Ficha Limpa. Cerca de 200 vigilantes da Corte farão a segurança no local, o dobro do rotineiro. A sede do STF foi isolada por grades, colocadas a cerca de 50 metros da entrada.

Roriz é inelegível, conforme a nova lei, porque renunciou ao mandato de senador, em 2007, para escapar de um processo de cassação por quebra de decoro, flagrado em conversa telefônica supostamente discutindo a partilha de R$ 2,2 milhões com um empresário. No processo, os advogados de Roriz pedem que a nova lei só tenha validade a partir das próximas eleições. Argumentam que, em 2007, não havia previsão de que a renúncia tinha potencial para deixar Roriz inelegível e que, por isso, a lei não pode se aplicar ao caso.

Mas o resultado do processo depende, inicialmente, da discussão entre os ministros. Parte deles defende a discussão da constitucionalidade da lei, entre eles o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto. Outra ala, incluindo os advogados de Roriz, sustenta que basta dizer que, de acordo com a Constituição, a lei só pode valer para as eleições de 2012.


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