Roriz é inelegível, conforme a nova lei, porque renunciou ao mandato de senador, em 2007, para escapar de um processo de cassação por quebra de decoro, flagrado em conversa telefônica supostamente discutindo a partilha de R$ 2,2 milhões com um empresário. No processo, os advogados de Roriz pedem que a nova lei só tenha validade a partir das próximas eleições. Argumentam que, em 2007, não havia previsão de que a renúncia tinha potencial para deixar Roriz inelegível e que, por isso, a lei não pode se aplicar ao caso.
Mas o resultado do processo depende, inicialmente, da discussão entre os ministros. Parte deles defende a discussão da constitucionalidade da lei, entre eles o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto. Outra ala, incluindo os advogados de Roriz, sustenta que basta dizer que, de acordo com a Constituição, a lei só pode valer para as eleições de 2012.
