O Plano Diretor de Porto Alegre se tornou um assunto incontornável para a cidade. Tanto é assim, que, nesta terça-feira, o Menu POA recebeu parlamentares da base de Sebastião Melo para comentar sobre os objetivos e desafios que envolvem o projeto. Estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal, Comandante Nádia (PL), e os vereadores Idenir Cecchim (MDB), Moisés Barboza (PSDB) e Tiago Albrecht (Novo).
“Temos 23 vereadores empenhados em avançar com o texto. Nosso objetivo é votar em dezembro para evitar o ano eleitoral”, disse Comandante Nádia, abrindo o seu discurso. A representante do colegiado admite que a grande quantidade de emendas (399) é um obstáculo para tal, porém aposta na vontade política do parlamento para deliberar a matéria.
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E não só vontade. Na avaliação de Cecchim, líder da base e presidente da comissão especial do Plano Diretor, o projeto já está maduro. “Foram quase 300 oficinas, além de audiências públicas, debates e discussões. Já faz cinco ou seis anos que se fala sobre isso”. O emedebista salienta, porém, que a proposição não resolverá todos os problemas do município. “É sobre atender as necessidades de quem mora na cidade e definir um plano para o futuro”.
Diferente de Nádia, Moisés Barboza se mostrou titubeante no que diz respeito a votar o texto até o final do ano. “Precisaremos de pelo menos 250 horas para discutir as emendas. O desafio é gigante”, afirmou. Além disso, o tucano comentou sobre as suas contribuições para o projeto, sobretudo, na área do desenvolvimento hidroviário e desassoreamento do rio Guaíba.
“Chegou a hora de decidir se Porto Alegre será Havana ou Nova York”, afirmou Tiago Albrecht ao público presente. Defensor de uma cidade multi vocacional, o parlamentar falou sobre a dificuldade de combater as “ideias do atraso” na cidade. Contudo, o vereador reconheceu também que a democracia é por vezes ruidosa e os impasses fazem parte do processo. “O Plano Diretor é o encontro das esquinas, sejam elas a ‘democrática’ ou a ‘da liberdade”.
*Supervisão Mauren Xavier