Rural

Aliança pela Fruticultura Gaúcha pede proibição de herbicidas hormonais

Produtores rurais protestam contra perdas acumuladas desde 2014 em seus pomares

Vinhedos da Campanha absorvem resíduos do herbicida hormonal 2,4-D
Vinhedos da Campanha absorvem resíduos do herbicida hormonal 2,4-D Foto : Henrique Pessoa Santos / Embrapa Uva e Vinho / CP

Diante de perdas acumuladas em razão da deriva de herbicidas hormonais, um grupo de 11 entidades de produtores rurais formou a Aliança pela Fruticultura Gaúcha. O grupo reivindica a proibição do uso daquele tipo de pesticida no Rio Grande do Sul. Uma das primeiras tarefas será um levantamento de documentos, pesquisas, notícias e relatos de produtores afetados em diferentes regiões do Estado.
Na quarta-feira, 23, as entidades lançaram o Manifesto dos Produtores Gaúchos, enviado à subcomissão que examina o tema dos herbicidas hormonais na Assembleia Legislativa. No documento, as entidades afirmam que não são contrários a qualquer cultivo, mas que a deriva de herbicidas hormonais é comprovada em 86 municípios gaúchos e que há alternativas ao uso das substâncias.

O manifesto é assinado por Cooperativa São José, de Jaguari; Associação dos Viticultores da Região Central do Rio Grande do Sul; Associação de Vitivinicultores do Extremo Sul – RS; da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra); do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS); da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho); do Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho RS); da Associação da Comissão Interestadual da Uva (ACIU); do Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva) e da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi).

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