Após suspensão de leilão, arrozeiros gaúchos defendem que governo federal reveja política

Após suspensão de leilão, arrozeiros gaúchos defendem que governo federal reveja política

Federarroz e Farsul questionaram condução do tema pelo Executivo

Thaise Teixeira

Federarroz e Farsul questionaram condução do tema pelo Executivo

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Após a suspensão do leilão de arroz do governo federal, os arrozeiros gaúchos avaliaram a necessidade do Executivo rever a política prevista para este momento. O diretor jurídico da Federação das Associações de Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Anderson Belloli, afirma que a posição da entidade mantém-se voltada ao diálogo com o governo federal.

“Estaremos avaliando o mercado nos próximos dias para, caso necessário, orientar o produtor e abastecer regularmente o mercado de modo a não haver qualquer prejuízo ao nosso público consumidor, sobretudo àquele mais vulnerável econômica e socialmente”, pontua Belloli.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, diz que a ausência de indústrias arrozeiras no leilão não o surpreende, já que não há, matematicamente, necessidade de importar arroz frente à colheita gaúcha.

Além das interpretações duvidosas geradas a partir de importadoras como sorveterias e locadoras de carro, o dirigente questiona também a aplicação de mais de R$ 7 bilhões na compra de 1 milhão de toneladas de arroz.

“Esse dinheiro dava para a gente resolver a vida de todos os produtores do Rio Grande do Sul. O governo estava fazendo política dele mesmo e subsidiando o produtor no exterior, uma insensibilidade absurda”, dispara.


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895