Conforme o presidente da Cooperativa Agropecuária Costa Doce, Pedro Paulo Barbosa, os agricultores só sairão depois que representantes do Palácio Piratini e governo federal negociarem. Hoje, às 10h, ocorre uma audiência pública, promovida pela Câmara de Vereadores de Uruguaiana e pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa.
Protecionismo
Um dos principais pontos de negociação é a solicitação de aumento no preço mínimo da saca, que hoje vale R$ 25,80. O custo de produção, segundo a categoria, é de R$ 29. Com isso, o produto nacional perde competitividade no mercado interno, já que o custo no Mercosul é de R$ 18. Além disso, o mesmo trator, produzido no Rio Grande do Sul, custa R$ 130 mil para os agricultores brasileiros e R$ 70 mil para os argentinos, por exemplo.
De acordo com Pedro Paulo Barbosa, o arroz é moeda de troca do Brasil, que aceita importar o grão dos países do Mercosul para que possa exportar máquinas agrícolas. Os arrozeiros exigem que haja medidas protecionistas, como o escoamento do excedente da produção e a criação de um preço meta.
