Rural

Ato oficial marca início da colheita do tabaco da safra 2026/2027 em Vera Cruz

Com discursos sobre fortalecimento da cadeia produtiva e sua importância para a agricultura familiar, evento em propriedade rural reuniu autoridades e representantes do setor

Abertura da colheita ocorreu na lavoura de Alceu e Eliane Tornquist, que plantaram 90 mil pés de tabaco neste ano
Abertura da colheita ocorreu na lavoura de Alceu e Eliane Tornquist, que plantaram 90 mil pés de tabaco neste ano Foto : Junio Nunes / Divulgação / CP

O início da colheita do tabaco da safra 2026/2027 foi marcado por um evento nesta sexta-feira (6), em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. A 8ª Abertura Oficial da Colheita ocorreu na propriedade de Alceu e Eliane Tornquist, na localidade de Linha Progresso, com a participação de lideranças da cadeia produtiva e autoridades. No evento, as entidades do setor destacaram a importância da fumicultura, que envolve 132 mil famílias no Estado, na manutenção das pequenas propriedades.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, citou as perdas causadas pelo granizo e pelo excesso de chuvas nesta safra e deixou uma mensagem de perseverança.

“O tabaco proporciona renda, dignidade e qualidade de vida às famílias, permitindo que permaneçam no campo e também continuem produzindo alimentos. Não podemos desanimar diante das dificuldades”, disse.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou os resultados da integração entre produtores e indústrias, modelo criado pelo setor que foi reproduzido também na avicultura e na suinocultura.

“O Sistema Integrado de Produção levou o Brasil à liderança mundial nas exportações de tabaco, posição que mantém há mais de 33 anos. Essa cadeia reúne milhares de pequenos produtores familiares, gera 44 mil empregos na indústria e divisas para o país”, afirmou.

Representando o Governo do Estado, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, reafirmou o compromisso com políticas públicas e com a defesa da atividade.

“É na produção de tabaco que encontramos grandes produtores em pequenas áreas rurais”, observou.

O secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural, Alexandre Scheifler, lembrou o peso do tabaco na economia de municípios como Vera Cruz.

“É uma cadeia que precisa olhar para frente, com foco na diversificação produtiva, na negociação de preços, na mitigação de riscos climáticos e no atendimento às exigências socioambientais”, comentou.

Produtores há quase 30 anos, Alceu e Eliane Tornquist lideram uma propriedade de 7,5 hectares. Nesta safra, cultivam 90 mil pés de tabaco e mantêm a diversificação, com produção de grãos na resteva, criação de galinhas poedeiras, suínos e bovinos, além de uma horta. Entre as tecnologias utilizadas estão estufas de ar forçado para folha solta, energia solar, secador de milho e trator.

Em 2025, as exportações gaúchas de tabaco e seus produtos somaram US$ 3,048 bilhões, com 513,6 mil toneladas embarcadas para 90 países. O produto foi o terceiro principal item da pauta de exportações agropecuárias do Estado em valor, atrás do complexo soja e das carnes.

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