Robôs que fazem terapia, impressões em 3D e motos que imitam cavalos: a Inteligência Artificial (IA) avança no campo e na cidade. Essas tecnologias, antes vistas como futuristas, já fazem parte do cotidiano – inclusive no meio rural. Mas, segundo o especialista Gil Giardelli, é preciso entender os limites da máquina: “A inteligência artificial precisa da repetição. Ela não substitui os diferentes tipos de inteligência humana”.
A fala de Giardelli, professor e escritor, abriu a programação da III Jornada Técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC), iniciada na manhã desta quinta-feira em Gramado. Ele apresentou aplicações de IA já presentes no dia a dia e ressaltou que as ferramentas tecnológicas não substituem o trabalho humano: “Existem pelo menos oito tipos de inteligência. A máquina precisa ser alimentada pela nossa repetição”, afirmou.
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Na noite anterior, o presidente da CCGL, Caio Vianna, fez a abertura oficial do evento, que segue até sexta-feira. Vianna destacou os desafios recentes enfrentados pelo agro com as mudanças climáticas e defendeu a importância da pesquisa para a retomada do crescimento no Rio Grande do Sul.
Segundo Vianna, há um “gap de 57 sacas” entre o potencial produtivo e o resultado real nas lavouras gaúchas. “O avanço está aqui, na mão das pessoas”, afirmou, elogiando a atuação da equipe de pesquisa da RTC, criada pela CCGL para promover melhoramentos agropecuários em grãos e na produção leiteira.