O 3º Congresso Cerealista Brasileiro, que se realiza na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, desde quarta-feira, 26, até sexta-feira, evento promovido pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), tem reforçado o papel estratégico do congresso como o maior encontro nacional do setor, “enfrentando desafios e construindo soluções”, definiu o presidente da Acebra, Jerônimo Goergen, na abertura do evento, que teve a participação de diversas lideranças classistas, empresariais e políticas, como governadores de vários estados. A Acebra completa 20 anos de existência em 2025.
“O cerealista brasileiro hoje tem o prestígio de todos os senhores e senhoras. Saímos de quatro para 11 estados, mostrando a força da nossa união”, destacou Goergen.
O governador do estado anfitrião, Mauro Mendes, destacou o papel de Mato Grosso como celeiro do mundo e fez um anúncio importante: a regulamentação do programa de incentivos fiscais Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) para cerealistas no estado, prevista para início de dezembro. “Mato Grosso tem uma enorme potencialidade, e temos a honra de liderar o que é talvez o mais importante setor da economia brasileira”, ressaltou Mendes.
O governador gaúcho Eduardo Leite, que estaria no evento, mas por incompatibilidade de agendas participou via vídeo, parabenizou os homens e mulheres do agro brasileiro “que fazem do campo uma das maiores forças da nossa economia do nosso país”.
E destacou a relevância dos cereais para o Brasil: “Estamos falando de um setor que ajuda a definir os rumos do país, pela sua capacidade de gerar riquezas, distribuir renda, impulsionar inovação em torno de toda a cadeia produtiva. O setor cerealista não é apenas um elo do agro, é o eixo logístico e econômico que conecta produtores, indústria, cooperativas, exportadores e, no fim desta cadeia, as famílias brasileiras”, destacou.
Entre as palestras de quinta-feira, estiveram em pauta os temas biocombustível, a evolução da biotecnologia e a próxima geração da soja na agricultura brasileira, as relações entre Brasil e China no agronegócio, o cenário dos investimentos públicos e privados em transporte e armazenagem, o futuro da infraestrutura e da logística, assim como o futuro do crédito, das estruturas societárias, o mercado de capitais e a tributação do setor cerealista, e ainda o empreendedorismo feminino.
E nesta sexta-feira, em pauta a governança da inteligência artificial no agronegócio, com destaque às boas práticas, regulamentação e futuro da inovação no campo, e o Cereacred, o novo modelo de crédito do agro, a busca por uma solução para capital de giro e competitividade nas cadeias de grãos.