Rural

Custo de produção do leite encerra maio com deflação

Relatório da Farsul aponta queda de 4,6% impulsionada baixa nos custos de soja, milho, fertilizantes e combustíveis

No ano, o custo de produção do leite apresenta deflação de 2,54%, mas, nos últimos 12 meses, o resultado se mantém inflacionado, com alta de 11,25%
No ano, o custo de produção do leite apresenta deflação de 2,54%, mas, nos últimos 12 meses, o resultado se mantém inflacionado, com alta de 11,25% Foto : Alcides Okubo Filho/Embrapa/Divulgação

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou maio com uma leitura deflacionária de 4,6%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), nesta quinta-feira, 26.

A baixa refletiu, principalmente, a redução nos preços de soja e milho, de 3,75% e 7,16%, respectivamente. Houve também diminuição nos custos com fertilizantes e combustíveis, devido à valorização do real e menor preço internacional do barril de petróleo, que recuou 3,41% no período.

Resultados no ano

No ano, o índice apresenta deflação de 2,54%. Nos últimos 12 meses, o resultado se mantém inflacionado, com alta de 11,25%.

A análise desagregada dos componentes da cesta do Índice de Inflação do Custo (ILC) revela elevações significativas em todos os insumos, com destaque para fertilizantes (26%), silagem (15,4%), concentrado (6,2%), sal mineral (16,8%), combustíveis (4,7%) e energia elétrica (5,6%).

A maioria dos itens apresentou variações superiores às observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumir Amplo (IPCA) e no IPCA-Alimentos no ano, evidenciando a defasagem entre a inflação para o produtor e a inflação para o consumidor final.

Projeção de junho

Para o mês de junho, espera-se uma nova queda no preço do milho, o que pode contribuir para diminuir a despesa com alimentação animal, um fator considerável no cálculo do custo de produção. A escalada dos conflitos no Oriente Médio, no entanto, trouxe impactos nos preços internacionais de petróleo e fertilizantes, o que pode refletir no preço interno. Em contrapartida, a valorização da moeda brasileira pode atenuar a pressão sobre esses insumos. “Com isso, ainda existe um espaço para que o próximo relatório seja deflacionário”, afirma a Farsul.

Leia aqui o relatório completo.

Veja Também