Rural

Embrapa Clima Temperado inaugura dois laboratórios de pesquisa sobre leite

Na oportunidade também foi anunciada a instalação de um hub de inovação do leite

A presidente da Embrapa, Sílvia Maria Fonseca Silveira Massruhá esteve entre as autoridades que participaram das inaugurações
A presidente da Embrapa, Sílvia Maria Fonseca Silveira Massruhá esteve entre as autoridades que participaram das inaugurações Foto : Angélica Silveira / Especial CP

Na tarde desta quinta-feira, a Embrapa Clima Temperado inaugurou dois laboratórios de pesquisa sobre a qualidade do leite. Os espaços estão instalados na Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão. A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa Sílvia Maria Fonseca, Silveira Massruhá e outras autoridades do setor. O investimento total foi de R$ 10 milhões. Os dois espaços são ligados ao Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em Pecuária Leiteira (Sispel).

A qualificação dos espaços foi realizada com uma parceria do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDA/RS), a partir de recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) captados via projeto Leite Seguro.

O primeiro laboratório inaugurado foi o de Pesquisa e Análises em Cromatografia Avançada (LabCromato). Após uma visita ao local, todos foram para o Laboratório de Campo do Leite (LabCampo). Os espaços fortalecem e agregam valor científico e tecnológico ao sistema de pesquisa e desenvolvimento da pecuária leiteira (Sispel), que completa 30 anos em 2026 e representa uma das estruturas mais avançadas do país para a pesquisa pública voltada à cadeia produtiva do leite, sendo considerado um centro de excelência regional

Após a inauguração do segundo espaço, ocorreu a assinatura de uma parceria que institui o hub do leite e de um protocolo de intenções com o objetivo de reunir esforços para promover ações de qualificação da atividade leiteira na região noroeste do Estado.

O chefe geral da Embrapa Clima Temperado Waldyr Stumpf Júnior explicou que os espaços fazem parte do sistema de pecuária de leite da Embrapa. "A cromatografia vai nos permitir qualificar as análises do leite no produto não só na composição, contaminantes e resíduos, que possam estar presentes. É uma qualificação do que está sendo realizado, e outras análises que têm impacto direto junto aos produtores e junto às indústrias", explica.

Já o laboratório de campo irá permitir fazer análises mais qualificadas da nutrição, de reprodução, de manejo animal, com os animais da raça jersey que a Embrapa possui. "Somos a única unidade do país que trabalha com esta raça e o laboratório de campo nos permitirá fazer trabalhos mais sensíveis, que vai ser complementado pelo de qualidade de leite", destaca. As estruturas devem qualificar os resultados e as soluções tecnológicas. "Os resultados e as soluções tecnológicas que vão chegar para os agricultores, vários produtores de leite, pequenos, médio e grande e para a indústria", completa.

Na oportunidade também foram celebradas duas assinaturas de uma de um termo de intenção junto ao Ministério de Agricultura e a instalação de um Hub de inovação do leite. "É um espaço físico que temos os animais, os galpões e formamos várias parcerias públicas privadas. O hub foi lançado e também tem o objetivo de ter o apoio de universidades e outras instituições que fazem parte deste grande arranjo, as cooperativas, laticínios, todos os segmentos do setor público e privado que trabalham com leite", destaca.

Ele destaca que as estruturas são as mais qualificadas do sul do país. O chefe afirma que após as pesquisas, quando ocorrerem soluções devem ser levadas pela Emater ao produtor para que ele possa adotar.

Para Sílvia, a inauguração dos laboratórios vai muito além da ciência e da pesquisa. 'Hoje para analisar a agropecuária nacional nos baseamos em ciência e por isto investir em laboratórios que têm infraestrutura, pessoas e recursos financeiros é importante", opina. Para ela, os dois espaços inaugurados são exemplos disso, o que fortalece a pesquisa de pecuária de leite. "Também é importante que neste ambiente, a ideia maior de um hub de inovação que envolve todo o ecossistema. Os resultados da pesquisa devem chegar ao produtor rural que é o nosso principal cliente e que também chegue ao consumidor final com maior qualidade", observa.

Ela destaca que além da infraestrutura,os espaços foram pensados como um ambiente para a qualificação de pessoas, tanto pesquisadores, a parceria com as universidades e institutos federais, como produtores rurais. "Queremos que possam aumentar sua produtividade e infraestrutura fortalecendo o apoio de políticas públicas, principalmente na cadeia do leite", conclui.

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