A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) se somou à Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) na pauta da renegociação das dívidas de agricultores e pecuaristas gaúchos, fortemente impactados por fenômenos climáticos no Estado nos últimos cinco anos.
Para marcar o ingresso da Famurs na iniciativa, as entidades promoveram um encontro na terça-feira, 3, com a presença da presidente da federação de municípios, Adriane Perin de Oliveira, da Farsul, Gedeão Pereira, e da Fetag, Carlos Joel da Silva, além de técnicos das instituições.
“Foi uma reunião mais política, de alinhamento. A presidente da Famurs está chegando. Fomos conversar com ela sobre essa pauta”, disse Carlos Joel.
De acordo com o presidente da Fetag, Adriane deverá integrar o grupo de representantes do Estado para organização de propostas e procedimentos da renegociação com os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Fazenda, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Pela Farsul, a tarefa ficará sob responsabilidade do economista-chefe, Antônio Da Luz. Pela Fetag, o secretário-executivo, Kaliton Prestes, além do próprio Joel, conforme solicitação enviada ao Mapa.
Um dos temas da renegociação é o projeto de securitização, que transformaria passivos dos agropecuaristas em títulos negociáveis do Tesouro Nacional e possibilitaria a rolagem da dívida por 20 anos. Na avaliação de Carlos Joel, a única possibilidade de viabilizar a proposta é por meio do Congresso Nacional.
“A securitização, por 20 anos, só se vier por dentro do Congresso. O que a gente tem escutado do governo é que, se depender do governo, não vem. Então, o que nós queremos é fazer com que o governo, diga que, se não é 20 anos, por quantos anos seria. O governo tem a obrigação de dizer que vai fazer”, disse o presidente da Fetag-RS.
Carlos Joel saudou a união entre as entidades, incluindo o Sistema Ocergs. “Acho que esse é o caminho. Não é hora para divisões, não é hora para brigas. É hora da unidade”, salientou.
