Rural

Insumos para o leite tem alta de 0,86%

Relatório divulgado pela Farsul aponta majoração pelo segundo mês consecutivo, com elevação acumulada de 20,5% nos últimos 12 meses

Alta de 22,3% nas tarifas de energia elétrica, junto com elevação de preços de fertilizantes e combustíveis, impactou índice de custos de produção do leite
Alta de 22,3% nas tarifas de energia elétrica, junto com elevação de preços de fertilizantes e combustíveis, impactou índice de custos de produção do leite Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP

Com alta de 0,86%, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou o mês de abril com o segundo resultado inflacionário consecutivo do ano, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta quarta-feira, 4.

A elevação foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de silagem (0,25%), fertilizantes (5,6%) e energia elétrica (22,3%). “A alta na energia é devido ao reajuste tarifário habitual”, afirma o estudo.

O avanço nos preços dos fertilizantes está relacionado ao crescimento da demanda pelo insumo, com o início do plantio da safra de inverno em maio.

O preço dos combustíveis, um fator importante no agregado dos custos do produtor, se manteve estável, mesmo diante do recuo do preço internacional do petróleo (que teve queda de 7,5%). Até o fechamento do relatório, essa queda ainda não havia sido repassada ao consumidor final.

No ano, o índice apresenta alta de 2,16%, em consonância com o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), também calculado pela Farsul, que aponta a cesta de custos do produtor, e que apresenta alta de 2,33% desde janeiro.

O milho teve uma alta de 3,61% desde o início do ano. Como a alimentação é o principal custo para o produtor de leite, o comportamento deste tipo de insumo é bastante relevante para o resultado.

No acumulado dos últimos 12 meses, o ILC aponta uma alta expressiva, de 20,5%.

O relatório destaca que, apesar da alta registrada em abril, observa-se que os níveis atuais são mais moderados em comparação com as leituras do ano anterior, o que pode sinalizar uma tendência de desaceleração do acumulado em 12 meses.

Para o mês de maio, espera-se uma queda no preço da soja e do milho, o que pode contribuir para diminuir o custo com alimentação animal, uma fatia considerável do custo de produção. Além disso, existe um arrefecimento do dólar e uma desvalorização do petróleo, o que impacta diretamente os custos com fertilizantes e combustíveis. Em um contexto como esse, espera-se uma possível queda no ILC para o mês.

Veja Também