O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esteve em Porto Alegre nesta quinta-feira, 7, para anunciar que o Estado passa a contar com 98 novas estações agrometeorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em substituição às 44 analógicas anteriores, investimento de R$ 25 milhões.
A nova estrutura vai permitir uma maior e melhor previsão dos eventos climáticos, como alagamentos, assim como possibilitar aos agricultores saberem e se anteciparem às condições atmosféricas, como as chuvas.
E para o agricultor saber a previsão do clima para a sua localidade basta inserir o nome do município no site.
De Paula justificou que a melhoria do sistema faz parte de decisões tomadas pelo presidente Lula em promover investimentos de mitigação a problemas climáticos que têm atingindo o Rio Grande do Sul desde a enchente de 2024.
“E esse aqui em particular para a agricultura é muito importante, porque além de todos os benefícios que traz de uma forma geral para todas as atividades, inclusive para a comunidade, no caso específico do agricultor vai permitir que ele disponha de dados muito mais eficientes, muito mais seguros em relação a solo e intempéries climáticas”, explicou o ministro.
“Eu diria que o que estamos fazendo aqui divide a história as questões climáticas no Rio Grande Sul em dois momentos. Antes e depois”, complementou o ministro.
24 horas por dia
A nova estrutura já está 100% instalada e transmite os dados via satélite. O diretor-geral do Inmet, Nano Jurgielewicz, explicou que as informações são captadas 24 horas por dia e de hora em hora.
As estações operam de forma automatizada, com transmissão contínua de dados em tempo real, monitorando variáveis como temperatura do ar, umidade relativa, precipitação, vento, radiação solar, pressão atmosférica e condições do solo (inclusive temperatura).
“Nós recebemos isso em Brasília via satélite, sem interferência de ninguém. Os nossos meteorologistas trabalham nesses dados e, caso haja um evento climático extremo, podemos dar um comando de Brasília para cá e passar a medir, de minuto em minuto, o que está acontecendo”, descreveu.
“Com esse investimento no Inmet feito pelo governo nos permite, hoje, uma precisão de 87% da nossa previsão climática do Brasil”, acrescentou. A rede é mantida por estações instaladas num raio de 50 quilômetros, o que possibilita cobertura de 100% do Rio Grande do Sul, sem “vazios”, o primeiro estado nesta condição.